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Santos perde para o Santo André mas leva a taça
Peixe e Ramalhão proporcionam grande espetáculo e Alvinegro se sagra campeão paulista
Por Carlos Pizzatto
Gol com menos de um minuto, gol de esquerda, gol de cabeça, gol de direita. Bola na trave, impedimento mal marcado, bate-boca, empurra-empurra, expulsões.
Rico técnica e emocionalmente, Santos e Santos André fizeram um jogo extraordinário, na finalíssima do Paulistão 2010, neste domingo, no Pacaembu. Mesmo com a derrota por 3 a 2, placar agregado de 5 a 5, o Peixe ergueu a taça por deter a melhor campanha na fase de classificação.
Chuva de gols e cartões no primeiro tempo
O relógio mal marcava 25 segundos quando o Santo André abriu o placar. No primeiro lance partida, ainda com o time do Santos desligado, Branquinho executou um lindo lançamento para Carlinhos na linha de fundo, que cruzou para trás para Nunes, livre de marcação, deixar o dele.
Oito minutos depois o Peixe deu o troco, também numa triangulação. Marquinhos tocou por cima e encontrou Robinho dentro da área, que escorou a bola para Neymar, que por sua vez tirou do goleiro, do zagueiro e de pé direito marcou um belo gol.
O duelo continuou equilibrado, lá e cá, com diversas oportunidades para ambos os lados. Em uma delas, Branquinho carimbou a trave de Felipe com o pé esquerdo. Mas foi de cabeça, no escanteio cobrado aos 20 minutos, que o Ramalhão voltou a estar na frente. O volante Alê subiu mais que todo mundo e recolocou o time do ABC em vantagem.
Logo depois o futebol aberto e bem jogado deu lugar à tensão e ao nervosismo. O bate-boca e o empurra-empurra generalizados que roubaram a cena, oriundos de uma simulação de Neymar, culminaram nas expulsões de Léo e Nunes, aos 24.
Com dez homens de cada lado, o Peixe anotou um golaço e voltou a empatar, aos 32 minutos. Neymar recebeu um passe de letra primoroso de Ganso e finalizou de esquerda no canto direito de Júlio César: 2 a 2.
Aos 37 o cartão vermelho deu as cores novamente. Marquinhos deu uma tesoura em Branquinho e foi mandado para o chuveiro mais cedo. Com oito atletas na linha, o time da Vila sofreu o terceiro gol num contra-ataque exemplar, concluído pelo próprio Branquinho.
Nervos à flor da pele na segunda etapa
Tampouco começou a etapa final e o Ramalhão quase marcou o quarto, logo aos 5, não fosse Arouca ter tirado em cima da linha a conclusão de Rodriguinho, após outro contra-golpe da esquadra de azul.
O ritmo frenético se manteve com chances mútuas. O Santos procurou prender a bola no campo ofensivo, principalmente com Ganso, enquanto o Santo André adotou o contra-ataque como estratégia principal. Para dar tons de dramaticidade ainda maior, Roberto Brum tentou matar uma dessas jogadas, aos 37, e recebeu o vermelho direito. Durante o tempo restante, o Alvinegro se protegeu com sete jogadores de linha, mais o goleiro Felipe.
Aos 45 do segundo tempo, num dos últimos lances de ataque do Ramalhão, o sonho santista quase foi por água abaixo, quando Rodriguinho finalizou na trave. No entanto, apesar da vibração pesada que pairava no ar, o Peixe conseguiu segurar o resultado e sagrar-se campeão paulista.
Esquemas táticos
Sérgio Soares e Dorival Júnior escalaram os times no 4-4-2 em quadrado, com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Portanto os duelos do meio-campo ficaram bem definidos, entre Rodrigo Mancha e Bruno César, Arouca e Branquinho, Ganso e Alê e Marquinhos e Gil.
Com um jogador a menos, o Santo André se postou no 4-3-2, com Branquinho e Rodriguinho na frente. Já o Santos, com dois a menos, adotou o 4-3-1, com Mancha na lateral direita, Ganso no ataque, e Neymar (depois Brum) e Robinho compondo o setor do meio.
Rico técnica e emocionalmente, Santos e Santos André fizeram um jogo extraordinário, na finalíssima do Paulistão 2010, neste domingo, no Pacaembu. Mesmo com a derrota por 3 a 2, placar agregado de 5 a 5, o Peixe ergueu a taça por deter a melhor campanha na fase de classificação.
Chuva de gols e cartões no primeiro tempo
O relógio mal marcava 25 segundos quando o Santo André abriu o placar. No primeiro lance partida, ainda com o time do Santos desligado, Branquinho executou um lindo lançamento para Carlinhos na linha de fundo, que cruzou para trás para Nunes, livre de marcação, deixar o dele.
Oito minutos depois o Peixe deu o troco, também numa triangulação. Marquinhos tocou por cima e encontrou Robinho dentro da área, que escorou a bola para Neymar, que por sua vez tirou do goleiro, do zagueiro e de pé direito marcou um belo gol.
O duelo continuou equilibrado, lá e cá, com diversas oportunidades para ambos os lados. Em uma delas, Branquinho carimbou a trave de Felipe com o pé esquerdo. Mas foi de cabeça, no escanteio cobrado aos 20 minutos, que o Ramalhão voltou a estar na frente. O volante Alê subiu mais que todo mundo e recolocou o time do ABC em vantagem.
Logo depois o futebol aberto e bem jogado deu lugar à tensão e ao nervosismo. O bate-boca e o empurra-empurra generalizados que roubaram a cena, oriundos de uma simulação de Neymar, culminaram nas expulsões de Léo e Nunes, aos 24.
Com dez homens de cada lado, o Peixe anotou um golaço e voltou a empatar, aos 32 minutos. Neymar recebeu um passe de letra primoroso de Ganso e finalizou de esquerda no canto direito de Júlio César: 2 a 2.
Aos 37 o cartão vermelho deu as cores novamente. Marquinhos deu uma tesoura em Branquinho e foi mandado para o chuveiro mais cedo. Com oito atletas na linha, o time da Vila sofreu o terceiro gol num contra-ataque exemplar, concluído pelo próprio Branquinho.
Nervos à flor da pele na segunda etapa
Tampouco começou a etapa final e o Ramalhão quase marcou o quarto, logo aos 5, não fosse Arouca ter tirado em cima da linha a conclusão de Rodriguinho, após outro contra-golpe da esquadra de azul.
O ritmo frenético se manteve com chances mútuas. O Santos procurou prender a bola no campo ofensivo, principalmente com Ganso, enquanto o Santo André adotou o contra-ataque como estratégia principal. Para dar tons de dramaticidade ainda maior, Roberto Brum tentou matar uma dessas jogadas, aos 37, e recebeu o vermelho direito. Durante o tempo restante, o Alvinegro se protegeu com sete jogadores de linha, mais o goleiro Felipe.
Aos 45 do segundo tempo, num dos últimos lances de ataque do Ramalhão, o sonho santista quase foi por água abaixo, quando Rodriguinho finalizou na trave. No entanto, apesar da vibração pesada que pairava no ar, o Peixe conseguiu segurar o resultado e sagrar-se campeão paulista.
Esquemas táticos
Sérgio Soares e Dorival Júnior escalaram os times no 4-4-2 em quadrado, com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Portanto os duelos do meio-campo ficaram bem definidos, entre Rodrigo Mancha e Bruno César, Arouca e Branquinho, Ganso e Alê e Marquinhos e Gil.

Com um jogador a menos, o Santo André se postou no 4-3-2, com Branquinho e Rodriguinho na frente. Já o Santos, com dois a menos, adotou o 4-3-1, com Mancha na lateral direita, Ganso no ataque, e Neymar (depois Brum) e Robinho compondo o setor do meio.
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