Ney Franco tem dia de reflexão após a final
Longe dos holofotes, treinador do Botafogo passou o dia com familiares
05/05/2009 10:42:51
Acordar tarde, tomar café da amanhã com a família despreocupadamente, levar o filho na escola. Não ter compromisso profissional algum, em plena segunda-feira, certamente seria o programa ideal para milhões de trabalhadores brasileiros. Mas não para Ney Franco. No lugar de entrevistas e participações em programas esportivos, tão comum aos campeões, as tarefas do dia a dia de um pai de família. Assim foi o dia seguinte do treinador à dramática perda de mais um título estadual do Botafogo.
Tranquilo como de costume, Ney contou que teve alguma dificuldade para dormir neste domingo. Mas ao acordar, tratou logo de esquecer as mais de duas horas de extrema tensão a que foi submetido no Maracanã. No aconchego do lar, ao lado da mulher, Erika, ele já idealiza o Brasileiro. Sem meias palavras, explicou a que se resume o planejamento a ser traçado a partir desta terça-feira, em reunião com André Silva, vice de futebol, e Anderson Barros, gerente de futebol.
– Contratação é tudo. Montamos um grupo para o Carioca, mas já sabíamos que precisaríamos de reforços. Mas não adianta contratar atletas do mesmo nível dos que já estão aqui. Precisamos de gente mais conhecida, mais experiente – comentou Ney, sobre o perfil dos jogadores com os quais quer contar.
Os atacantes Tony, do Boavista, e Kieza, do Americano, que têm grande possibilidade de pintar, segundo o próprio André Silva, não seduzem o treinador. O zagueiro Dedé, do Volta Redonda, e o lateral-esquerdo Luciano Amaral, do Vitória de Guimarães (POR), já foram sondados, mas também não empolgam o treinador. Ney quer mesmo é contar, na lateral esquerda, com Leandro. Jogador do Porto (POR), ele deve rescindir com o Fluminense, clube ao qual está emprestado.
–A situação financeira do Botafogo já desafogou um pouco e por isso precisamos aumentar o valor da folha de pagamento, para que jogadores com um outro perfil possam ser contratados – explicou.
O clube deverá aumentar em R$ 250 mil a folha, que hoje gira em torno de R$ 1,1 milhão. Mas todo este dinheiro não deverá sair integralmente dos cofres do clube. Isto porque alguns jogadores serão negociados ou emprestados.
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