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Confusão após partida entre o Masry e o Al-Ahly terminou em desastre de larga escala

Nem sempre o futebol consegue estar ligado a motivos felizes. Nessa quarta-feira, o Egito foi o palco de um dos acontecimentos mais trágicos envolvendo o esporte, quando cerca de 73 torcedores, segundo estimativas oficiais, foram mortos em conflitos após o término da partida entre o Masry e o Al-Ahly, pela primeira divisão do país.

Após a vitória por 3 a 1, torcedores do Masry invadiram o gramado logo que foi dado o apito final. Enquanto alguns comemoravam, outros aproveitaram para agredir jogadores e a torcida visitante, que recebia pouquíssima proteção policial. Foi apurado que os fãs do Al-Ahly foram encurralados tanto dentro quanto nos arredores do estádio Port Said, onde as baixas podem ser ainda maiores.

Os atletas do Al-Ahly reagiram em choque. Bakarat e Meteb, duas estrelas da equipe, prometeram nunca mais jogar futebol, enquanto Aboutreika disse que a Polícia abandonou a proteção à equipe.

"Eles não nos protegeram. Vi um torcedor morrer no vestiário, bem na minha frente", relatou.

A federação egípicia cogita suspender os jogos da Primeira Divisão após o incidente. Sepp Blatter, presidente da FIFA, também se disse chocado com os acontecimentos.

"Meus pensamentos estão com as famílias que perderam seus entes queridos nessa noite. Esse é um dia negro para o futebol. Uma catástrofe como essa é inimaginável, e jamais deveria acontecer", disse o suíço.

"O futebol africano está de luto."

A Copa das Nações Africanas, que entrou recentemente na fase eliminatória, terá homenagens especiais à tragédia.

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