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Copa del Rey

  • 23 de janeiro de 2013
  • • 18:30
  • • Estadio de Mestalla, Valencia
  • Árbitro: Miguel Pérez Lasa
  • • Público total: 40000
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Real Madrid vence por agregado 3 - 1

Valencia 1 x 1 Real Madrid: Merengues jogam o suficiente e estão nas semifinais

Valencia 1 x 1 Real Madrid: Merengues jogam o suficiente e estão nas semifinais

Getty Images

Com gol de Benzema e dois expulsos, Real se classifica para as semifinais da Copa do Rei. Valencia joga bem mas não consegue os gols necessários - Tino Costa marcou para Los Che.

A goleada por 5 a 0 aplicada no último encontro entre os dois times pode ter enganado muitos madridistas, já que no confronto válido pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Rei a equipe do Valencia mostrou outra postura e encarou de igual para o igual os poderosos Blancos. Entretanto, o time da casa falhou ao levar um gol ainda na primeira etapa e não conseguiu reverter o resultado ruim acumulado pelo jogo no Santiago Bernabéu, quando havia perdido por 2 a 0. Agora os comandados de José Mourinho aguardam Málaga ou Barcelona, que se enfrentam nesta quinta-feira.

Valencia domina mas Real abre o placar após falha da defesa

Logo aos 3 minutos, Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio da esquerda e viu Valdez subir mais alto que a defesa para cabecear para fora, assustando o Real no primeiro lance perigoso da partida. Na jogada que deu origem ao lance, Tino Costa cobrou falta de longe e, desviada, a bola passou perto do travessão.

A resposta do Real veio em grande estilo, e por muito pouco os torcedores no estádio Mestalla não viram um replay do massacre do último encontro entre as equipes. Curiosamente aos 7 minutos, Cristiano Ronaldo disparou sem bola pela esquerda e contou com o excelente passe de Xabi Alonso para receber já invadindo a área e chutar no canto do goleiro, em jogada característica. Guaita, que substituiu Diego Alves no gol após a goleada sofrida, talvez de tanto ver o português marcar dessa maneira não saiu do gol e conseguiu realizar defesa dificílima. Dois minutos depois, o gajo passou por dois marcadores no meio campo e arrancou com a bola, adiantando para Dí Maria, que rolou de letra para Ozil já dentro da área. O alemão mandou por baixo e a bola cruzou a pequena área sem que Khedira tivesse tempo de alcançá-la.

Apesar de assustado pelas duas chances claríssimas criadas pelos madrilenhos, o Valencia seguia bem na partida, principalmente pelo alto. Aos 13, levantamento na área e saída muito ruim de Casillas, que além de passar longe da bola, acabou recebendo um chute de Arbeloa na mão esquerda - Cissokho desperdiçou a chance de marcar. Após alguns minutos de jogo parado, o arqueiro disse que não dava para continuar e deu lugar a Adán.

Os donos da casa seguiam com mais consistência no embate e trabalhando bem a posse de bola no ataque. Aos 24, Guardado rolou para Jonas, que tentou de primeira, de frente para o gol na entrada da área, mas mandou quase na bandeira de escanteio. Los Che voltaram a finalizar por cima aos 29, quando Tino Costa levantou e Valdez testou para defesa firme de Adán, em cima da linha. Apesar da superioridade "aérea", o Valencia tinha dificuldades para marcar.

Pelo lado madridista, Dí Maria fez o arqueiro Guaita trabalhar novamente aos 37 minutos, quando mandou um chutaço de fora da área, espalmado para fora. O argentino era um dos mais aguerridos em campo, mas quem voltou a chamar a responsabilidade no fim da primeira etapa foi Cristiano Ronaldo. Por duas vezes após os 40 minutos o camisa 7 foi parado com falta e seus marcadores advertidos com o cartão amarelo. Numa delas, aos 42, foi o compatriota João Pereira, do Valencia, quem derrubou o português. O problema é que na sequência do lance as reclamações dos jogadores do Valencia deram o espaço necessário para a bola chegar a Xabi Alonso, que levantou a cabeça e mandou para Benzema. Ricardo Costa, o capitão de Los Che, furou e o francês abriu o placar sem muita dificuldade.

Merengues tem dois expulsos mas Valencia não tem força para golear

Percebendo a facilidade encontrada durante toda a primeira etapa nos levantamentos na área, o time da casa voltou repetindo a fórmula que por muito pouco não lhe rendeu um gol nos primeiros 45 minutos. Com 2, João Pereira cruzou e Valdez - insistente porém impreciso - testou à esquerda de Adán.

Dois minutos após o lance de pouco perigo, o Madrid chegou de forma bem mais contundente. Contra-ataque de manual puxado por Dí Maria pela direita, acompanhado de perto por três companheiros, que foram fundamentais para o argentino encontrar espaço, soltar a perna esquerda e obrigar o goleiro Guaita a realizar ótima defesa. Özil ficou com o rebote e achou Benzema ainda dentro da área, mas o chute do centroavante saiu fraco.

Em nova carga ao ataque, os donos da casa receberam um presente de Fábio Coentrão, que colocou a mão na bola e recebeu seu segundo cartão amarelo, consequentemente o vermelho. E como se não bastasse para os madrilenhos, Tino Costa cobrou na direção do gol e Adán aceitou, deixando o placar igual no Mestalla, com apenas 7 minutos de segunda etapa. 

Distante do título espanhol e com o Manchester United à frente na Liga dos Campeões, Mourinho não arriscou a classificação para o título "mais fácil" da temporada e sacou Özil para colocar Nacho Fernandéz, recompondo o setor defensivo. Não é preciso dizer que com um jogador a menos os Blancos perderam força e passaram a se defender mais do que jogar.

O duelo tático entre as duas equipes em Valencia era bastante disputado: de um lado, o apoio da torcida presente no estádio empurrando o time da casa para o ataque, além da boa atuação de Tino Costa, que infernizava a defesa adversária com seus chutes de fora da área; do outro, os contra-ataques que poderiam matar o jogo de vez, com Dí Maria e Cristiano Ronaldo. Aos 20, o volante autor do gol de empate teve a chance de virar mas mandou à direita, sempre de fora da "caixa-forte" que se tornou a área do Real Madrid após a expulsão.

Sem conseguir superar a marcação merengue, o Valencia insistia nos cruzamentos, mas com um verdadeiro time de basquete na sua defesa (Varane, Albiol e Khedira tem 1.90m) o Real fazia o tempo passar. Tempo este que fez o jogo esquentar, principalmente a partir da entrada de Banega. O argentino substituiu Guardado no intervalo, mas passou a distribuir pontapés perto do fim do jogo. Aos 40, acertou o compatriota Dí Maria com a sola da chuteira e com um tapa no rosto que pegou de raspão, em lance ignorado pelo árbitro. Logo depois, o hermano derrubou Cristiano Ronaldo com uma rasteira e não recebeu amarelo. O árbitro Miguel Pérez ainda expulsou Dí Maria aos 42 minutos por deixar a perna e acertar João Pereira, um exagero por parte do comandante do jogo diante dos critérios utilizados.

Mesmo com dois a mais, já era tarde demais para o Valencia. Depois do gol sofrido na primeira etapa, a equipe treinada pelo técnico Ernesto Valverde precisava de nada menos do que quatro gols para passar à próxima fase, já que o primeiro confronto foi vencido pelo Real por 2 a 0, sem sofrer gols no Santiago Bernabéu. E eles bem que tentaram, mas não foram páreo para os Blancos, que estão garantidos nas semifinais.

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