thumbnail Olá,
Ao Vivo

Primera Division

  • 20 de janeiro de 2013
  • • 18:00
  • • Estadio de Mestalla, Valencia
  • Árbitro: José Antonio Teixeira Vitienes
  • • Público total: 40000
0
TF
5

Valencia 0 x 5 Real Madrid: Em noite inspirada, Real atropela o Valencia no Mestalla

Valencia 0 x 5 Real Madrid: Em noite inspirada, Real atropela o Valencia no Mestalla

Getty Images

Com gols de Cristiano Ronaldo, Di Maria e Higuaín, Los Blancos não dão chance para o adversário

Crise? Que crise?

Um atropelamento em 45 minutos. Não existe outra forma de descrever a goleada do Real Madrid sobre o Valencia, no estádio de Mestalla, no segundo dos três jogos que os dois times farão em menos de duas semanas - este, em confronto válido pelo Campeonato Espanhol.

A explicação para a atuação avassaladora dos blancos está, também no adversário. Com uma defesa mal posicionada e muitos erros de passe, o Valencia facilitou ao máximo a vida dos homens de José Mourinho durante a primeira etapa. Talvez o time simplesmente não estivesse esperando que uma equipe que, apesar da vitória na terça-feira, não fez uma partida tão brilhante, chegava cercada de crises e problemas no vestiário, além de um resultado ruim contra o Osasuna na última rodada do Espanhol, pudesse ter uma exibição tão completa e deslumbrante em um dos campos considerados dos mais difíceis na Liga.

Em 45 minutos, o Real Madrid fez o que se esperava da equipe durante toda a temporada: jogadas em velocidade, passes em profundidade, movimentação perfeita, sincronia entre defesa, meio-de-campo e ataque e, principalmente, eficiência. Em 10 chutes, sete foram no gol, dois foram salvos por Diego Alves e cinco entraram. Antes mesmo do juiz apitar o fim dos 45 minutos iniciais, a torcida da casa já havia começado a deixar o estádio, desiludida diante de tamanha superioridade.

O massacre começou aos nove minutos, com Gonzalo Higuaín. Dois minutos antes o argentino já havia desperdiçado uma chance incrível, batendo para fora uma bola que bastava empurrar para o fundo do gol. Na segunda chance, entretanto, ele não deu mole. Num contra-ataque de manual, ÖZil, em grande noite, escapou pela esquerda e deu em Di Maria. O argentino invadiu a grande área e, quando parecia que ia chutar, percebeu a aproximação do seu compatriota na cabeça-de-área e rolou para trás. Higuaín pegou em cheio, no contra-pé de Diego Alves, e abriu o placar.

O Real continuava assustando nos contra-ataques, recuperando as bolas perdidas com muita facilidade no meio-campo. Gago, em especial, esteve em um dia muito infeliz. Eis que aí resolve aparecer o diferenciado, até então apenas discreto no jogo, para resolver de vez a parada para o Real, sem dar chances de reação ao Valencia.

Em dois minutos, Cristiano Ronaldo deu uma assistência e fez um gol. Aos 34, ele fez grande jogada de habilidade pela ponta esquerda, dando um verdadeiro baile em cima dos marcadores e entortando Ricardo Costa para então só rolar para Di Maria, que entrava livre, livre pelo lado direito. Aos 36, foi a vez dele deixar o seu primeiro, e em um lance com sua marca registrada. Xabi Alonso retomou a posse de bola na meia-cancha e deu no português, que arrancou em velocidade pela esquerda, deixando todo mundo para trás, pedalou e bateu no cantinho de Diego Alves. Real três a zero. O português alcançou Radamel Falcão Garcia na artilharia da Liga, com 18 gols marcados.

Já parecia um resultado dramático, mas ficou ainda pior para o Valencia, que, se ainda tinha alguma força nesta primeira etapa, ficou completamente zonzo depois dos gols em sequência. Aos 41, o Real criou mais uma grande jogada. Di Maria cruzou da esquerda para Özil, na direita, que matou a bola de maneira espetacular, já ajeitando para CR7 bater. O português não deu chance para o azar e fez o quarto.

Já nos minutos finais do pesadelo valenciano, Di Maria recebeu um belíssimo passe de Özil em profundidade e deu tchauzinho de mão aberta para os torcedores que se levantavam dos seus lugares para ir embora. Um rolo compressor por cima do Valencia, e cinco a zero no placar.

De maneira previsível, o Real voltou bem mais acomodado para a etapa final, se poupando e pensando apenas em administrar o resultado. Logo no primeiro minuto Higuaín teve a chance de fazer o sexto, mas jogou para fora. Depois disso, só deu Valencia. O time da casa finalmente começou a jogar, mas um pouco tarde demais. O time montou acampamento no campo de defesa merengue e não saiu de lá, criando chances com Jonas, Tino Costa e Pablo Piatti.

Em uma tentativa de cabeça de Rami, Coentrão chegou a tirar em cima da linha, com o joelho. Pouco antes, aos sete minutos da segunda etapa, Piatti mandou uma bola no travessão. Aos 18, Jonas chegou em condições de marcar, mas isolou por cima do gol. Tino Costa, pegando de fora da área, obrigou Casillas a fazer uma grande defesa - sua única na partia inteira.

Ao final da partida, o Real ainda teve mais uma oportunidade de ampliar a goleada. Aos 40, Cristiano Ronaldo teve chance de chegar ao hat-trick, mas, surpreendentemente, mandou para fora uma bola fácil, depois de jogada de Modric, que entrou no segundo tempo.

Apesar do esforço para conseguir o gol de honra, Casillas saiu invicto. A diferença para o Barcelona, que era de 18 pontos, caiu para 15. O time segue em terceiro lugar na tabela do Espanhol, agora com sete pontos a menos que o rival Atlético de Madrid, na vice-liderança. O título espanhol ainda parece muito distante, mas, depois de uma exibição dessas, digna do tamanho do clube, os madridistas certamente ficam mais confiantes com as possibilidades do time na Copa do Rei e, principalmente, na Liga dos Campeões.

Relacionados