thumbnail Olá,
Ao Vivo

Amistoso

  • 15 de agosto de 2012
  • • 15:00
  • • Råsundastadion, Solna
  • Árbitro: V. Kassai
  • • Público total: 32781
0
TF
3

Suécia 0 x 3 Brasil: Pato marca duas vezes e alarga vitória na despedida do Rasunda

Suécia 0 x 3 Brasil: Pato marca duas vezes e alarga vitória na despedida do Rasunda

Getty Images

Atacante do Milan brilhou nos últimos minutos do lendário estádio sueco

Para os suecos, o clima era de despedida. Mas e para o time de Mano Menezes, foi um recomeço? Na última partida do histórico Estádio Rasunda, em Estocolmo, a Seleção brasileira venceu os donos da casa por 3 a 0, gols de Damião e Pato, duas vezes, para aliviar a pressão pela derrota nos Jogos Olímpicos do último final de semana.

Pressão sem criação

O Brasil não teve nenhum trabalho para se colocar no comando da partida, apresentando uma marcação bastante adiantada e capacidade para trocar passes no campo de ataque. No entanto, por mais que a dupla Thiago Silva-David Luiz dominasse o duelo com os atacantes suecos e retomasse a bola com velocidade, o ataque trabalhava a ritmo lento e, pouco inspirado, não conseguia furar a defesa dos donos da casa.

O primeiro lance de perigo foi acontecer aos 11 minutos, quando Oscar cruzou da direita e Isaksson precisou tocar a bola para escanteio. Em seguida, uma finalização: falta cobrada por Neymar pelo mesmo lado e David Luiz cabeceou pela linha de fundo. O time foi se soltando um pouco mais, e as chances se tornaram mais claras: aos 18 minutos, Damião acertou a trave em chute de média distância e Neymar apareceu para completar o rebote para as redes, mas o árbitro marcou, erroneamente, o impedimento.

A fase do artilheiro

A pressão brasileira continuou sem resistência: Daniel Alves levou susto em chute de longe, e Thiago Silva perdeu um gol incrível. Rômulo colocou Neymar na linha de fundo, dentro da área, e o camisa 11 rolou para o zagueirão, que chegou atrasado com o gol completamente aberto. Menos mal que Leandro Damião tem mostrando o mesmo instinto que apareceu durante os Jogos Olímpicos: Neymar gingou para cima da marcação e fez um cruzamento fechado a partir do flanco esquerdo. Sozinho, o camisa 9 subiu e testou para o chão, vencendo Isaksson e fazendo Brasil 1 a 0.

O gol acordou os suecos, que enfim finalizaram a gol, aos 33 minutos, com Holmén. Mas os movimentos ofensivos melhoraram com o passar do tempo, e por muito pouco os donos da casa não chegaram ao empate: após grande troca de passes, envolvendo vários jogadores, aos 43 minutos, Berg saiu na cara de Gabriel, que evitou o toque por cobertura com uma grande intervenção. No lance seguinte, Granqvist aproveitou rebote da cobrança de escanteio e chutou rente à trave.


Retorno tranquilo

Todo o esforço dos donos da casa sucumbiu logo no início da segunda etapa, quando o Brasil conseguiu acertar os deslizes dos minutos finais antes do intervalo. Dani Alves forçou Isaksson a fazer uma defesa no primeiro lance rápido de ataque, mas errou feio em uma cobrança de falta que a equipe ganhou na sequência. Neymar e Oscar acertaram a sintonia, e passaram a levar perigo nas combinações pelo lado esquerdo.

Os espaços aumentaram consideravalmente na intermediária, e a Seleção ganhou chance para contra-atacar com perigo. Oscar e Damião, em dois lances de velocidade, viram seus chutes passando perto da meta sueca, ainda que Isaksson não fizesse nenhuma intervenção significativa.

Pato resolve no final

A partir da segunda metade do segundo tempo, os dois times realizaram substituições em massa, o que prejudicou o desenrolar do duelo nos minutos iniciais, tão clara era o desentrosamento dos 22 jogadores. Menos mal para o time de Mano Menezes, que viu os donos da festa no Rasunda perderam outra grande chance: Hysen fez boa jogada sobre Alex Sandro, chegou no fundo e tocou com Toivonen, livre na entrada da área, pegar muito mal com a perna esquerda.

Apesar da pouca inspiração ofensiva, o Brasil conseguiu chegar a mais dois gols nos cinco minutos finais, ambos protagonizados por Alexandre Pato. No primeiro, aos 39, ele aproveitou um lance estranho: Hulk escorregou na hora do arremate, a bola bateu na cabeça do atacante e sobrou com Dani Alves, que dividiu com o goleiro e levantou a bola à meia-altura para que o camisa 19 completasse de cabeça. Depois, ele mesmo recebeu lançamento em profundidade e levou um chute de Wernbloom dentro da área. Pênalti que ele mesmo cobrou para dar uma vitória confortável, mas ainda pouco convincente da Seleção de Mano Menezes.

Relacionados