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Campeonato Brasileiro

  • 18 de novembro de 2012
  • • 17:00
  • • Morumbi, São Paulo, São Paulo
  • Árbitro: Wagner Reway
  • • Público total: 62207
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São Paulo 2 x 1 Náutico: Com estreia de Ganso, São Paulo é superior e vence de virada

São Paulo 2 x 1 Náutico: Com estreia de Ganso, São Paulo é superior e vence de virada

Wander Roberto

Após Ceni provar do próprio veneno em golaço de falta de Souza, tricolor vira com gols do goleiro artilheiro (de pênalti) e do artilheiro do time na competição, Luis Fabiano.

Recheado de ingredientes. Essa seria uma excelente definição do que foi o encontro na tarde deste domingo entre São Paulo e Náutico. No placar, dois a um para o tricolor paulista, que mantém a 4ª posição e dá mais um passo em direção à Libertadores. Em campo, estreia de Ganso, golaço de Souza, virada com gol de Ceni e recorde de público. Belo exemplo de partida de futebol, como evento, seria outra definição plausível.

O Náutico, que encara o Bahia na próxima rodada, só depende de uma derrota do Sport contra o Botafogo para comemorar a permanência na série A em 2013. Também na próxima rodada, o São Paulo visita a Ponte Preta em Campinas.

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Bastava um empate e o time do Náutico chegaria aos 46 pontos, tido por muitos como o "número mágico" para quem está lutando contra o rebaixamento, pois selaria a permanência na série A. Por isso, o time pernambucano veio ao Morumbi disposto a arrancar o que fosse possível do São Paulo. Quando estavam sem a bola, todos os jogadores marcavam, delegando principalmente aos jogadores menos habilidosos a necessidade de um passe, drible ou lançamento mais complicado.

A eficiência do sistema defensivo era facilmente observada nas jogadas de ataque dos donos da casa. Até os 9 minutos, as duas únicas finalizações do jogo haviam sido de Lucas. Ambas de muito longe e de perna esquerda. Aos 10, Osvaldo tentou vencer a marcação com uma caneta dentro da área mas na sequência preferiu tentar cavar o pênalti, no que é sem dúvida a característica mais irritante de muitos jogadores brasileiros.

Apenas com 26 minutos apareceu uma chance de gol para o tricolor paulista, que era bem superior ao Náutico mas seguia com muitas dificuldades no meio campo, onde começava a forte marcação. Paulo Miranda passou por Douglas Santos com belo drible e descolou belo passe pelo alto para Jadson, dentro da área. Mesmo de frente, o meia tentou puxar a bola para limpar a marcação e acabou desarmado. No lance, a pelota resvalou na mão de Jean Rolt e gerou reclamação dos jogadores são-paulinos próximos à jogada.

Alternando entre cruzamentos na área e tentativas de arrancada, o time paulista insistia com Osvaldo e Wellington pela direita, sem muito sucesso na hora do último passe. Lucas também era um dos que mais se apresentava para o jogo, mas esbarrava na forte marcação. Aos 37, ele tentou novamente de fora da área e assustou o goleiro Felipe.

O Náutico foi para o intervalo satisfeito com o resultado e com a partida, já que a tática de jogar no contra-ataque funcionou, ao menos na parte defensiva.

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Apenas com Edson Silva no lugar de Tolói, machucado, os dois times voltaram ser alterações. Se o time pernambucano acreditava estar sendo bem sucedido em sua estratégia de jogo, o técnico Ney Franco apostava no poder de agressão do time, que havia se mostrado com mais volume de jogo durante todo o primeiro tempo.

O que ambos não imaginavam é que sairia um gol tão cedo. Após bobeira da defesa são-paulina, Kieza apareceu no mano a mano com Rhodolfo na frente da área, e o defensor não teve outra opção a não ser cometer a falta. Na cobrança, Souza mandou um lindo chute no canto de Rogério Ceni, abrindo o placar aos 3 minutos.

Sem dar tempo para Náutico se acomodar à frente do placar, o time paulista foi pra cima e pouco depois conseguiu o empate em jogada de seu melhor jogador no jogo. Aos 9 minutos, Osvaldo recuperou bola no ataque, passou pela marcação e já dentro da área cruzou para Luis Fabiano - de cabeça - empatar a partida no Morumbi.

A entrada de Ganso, aos 11, foi ovacionada pela torcida presente. Os tricolores lotaram as arquibancadas do estádio, levando mais de 62 mil pessoas ao jogo e estabelecendo o recorde de público nesta edição do campeonato brasileiro. Mais confiante, os donos da casa partiam mais pra cima, confiando nas jogadas individuais - principalmente com Osvaldo e Lucas, mesmo às vezes pecando pelo excesso.

Com 24 minutos, Lucas passou por três marcadores e tentou uma meia-lua, mas Luis Fabiano chegou antes e ficou com a bola. Sorte do São Paulo, pois os poucos segundos de posse do centroavante foram o bastante para Jean Rolt chegar empurrando e cometer pênalti. Na cobrança, Rogério Ceni deslocou o goleiro Felipe e bateu no canto esquerdo do gol do Náutico, virando o jogo para o São Paulo.

Um minuto depois, Osvaldo quase marcou o terceiro ao bater na saída de Felipe, mas o goleiro ex-Santos pegou. Lucas, por outro lado, chamava a atenção pela disposição, inclusive exagerando nas tentativas de jogada individual. O lindo balão aplicado em Josa aos 38, no meio campo, foi seguido de falta e o São Paulo manteve a posse, mas pouco antes, o meia roubou bola no ataque e mesmo com Osvaldo sozinho acabou tentando o drible.

Antes do apito final, o tricolor paulista ainda teria duas chances claras de marcar. À essa altura o Náutico já jogava com a marcação mais frouxa, além da entrada d eKim no lugar de Rogério ter enfraquecido a marcação no meio. Cortez fintou dois marcadores pela direita e cruzou, nos pés de Luis Fabiano, que dominou mas na hora de chutar foi atrapalhado. Já nos acréscimos, Wellington tabelou com Cícero - que devolveu de letra - e saiu na cara do gol, mas acabou finalizando por cima.

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