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Liga dos Campeões da UEFA

  • 18 de setembro de 2012
  • • 15:45
  • • Estadio Santiago Bernabéu, Madrid
  • Árbitro: D. Skomina
  • • Público total: 70381
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Real Madrid 3 x 2 Manchester City: Real vence partida histórica com gol de Cristiano Ronaldo aos 45 do 2º tempo

Real Madrid 3 x 2 Manchester City: Real vence partida histórica com gol de Cristiano Ronaldo aos 45 do 2º tempo

Getty

Real Madrid e Manchester City marcam cinco gols nos vinte minutos finais e abrem a Champions League em grande estilo. Mostrando poder de reação, Madrid fez por merecer a vitória.

A espera foi longa, mais precisamente quatro meses, desde a vitória do Chelsea sobre o Bayern de Munique na final da temporada passada. Porém, o amante do futebol europeu foi recompensado com juros e correção monetária no retorno da maior competição de clubes do Velho Continente.

Jogando com muito empenho, Real Madrid e Manchester City fizeram uma partida histórica no Santiago Bernabéu. Marcelo, Benzema e Cristiano Ronaldo marcaram para os donos da casa. Dzeko e Kolarov anotaram os gols ingleses.

No outro jogo do Grupo D, o Borussia Dortmund venceu o Ajax por 1 x 0. Assim, o Madrid dá a largada na liderança, pelo critério de gols pró. Pelo mesmo motivo, o City ocupa a terceira posição.

Domínio sem gols do Real

Os primeiros 45 minutos de partida foram de completo domínio do Real. Valendo-se da habilidade de Cristiano Ronaldo e Di María, os merengues ameaçavam constantemente a meta defendida por Joe Hart.

Bem aberto na ponta-esquerda, Ronaldo teve duas oportunidades muito similares de marcar. O craque português fazia o corte para o meio e batia cruzado. Ambos os chutes pararam nas mãos seguras de Hart.

Pressionados em seu campo de defesa, os Citizens não eram perigosos nos raros momentos em que tinham a bola sob controle. David Silva abusava dos passes errados e a sempre perigosa dobradinha entre Nasri e Barry pelo lado esquerdo pouco apareceu durante a primeira etapa.

A pressão madridista persistiu em chutes de Higuaín, escorando cruzamento na pequena área, e Di María, "copiando" Cristiano pelo lado direito. Ao final do primeiro tempo sem gols, a superioridade do Real ficou estampada nas estatísticas. Foram 16 finalizações dos espanhóis contra apenas uma do Manchester City.

Vinte minutos inesquecíveis

O início da etapa complementar dava sinais de que o jogo seguiria a mesma toada do primeiro tempo. Cristiano Ronaldo & Cia. jogavam no campo do City que, encurralado, era só defesa, sem conseguir concatenar um contra-golpe.

Aos 15, Marcelo acertou um canhão de fora da área e a bola passou a um triz do gol. Tentando ajeitar sua equipe, Roberto Mancini sacou o inoperante Silva para a entrada do centro-avante Dzeko, aos 18.

Cinco minutos depois, a alteração pagou dividendos. Carlitos Tevez, sumido até então, dividiu com Xabi Alonso no meio-campo. Com a bola viva, Yaya Touré acelerou pelo meio e, aproveitando que a zaga do Real estava desmontada, passou para o bósnio, que tocou na saída de Casillas para abrir o placar.

Mourinho, sem poder perder após o mal início no Espanhol, lançou Modric e Benzema. As substituições transformaram o jogo em um caldeirão de emoções.

Aos 30, Yaya Touré desperdiçou boa chance. Logo na jogada seguinte, Marcelo, que já havia tentado dois chutes de longe, empatou em golaço de fora da área.

O City respondeu com Tévez pela direita, mas o cruzamento do argentino não encontrou nenhum companheiro na área. Aos 40, os azuis voltaram à dianteira em golpe de pura sorte. Kolarov, que fazia uma péssima partida, bateu falta pelo lado direito. O centro do meia russo passou por todo o mundo e foi morrer na parede do gol de Casillas.

A resposta dos madrilenhos, contudo, veio em grande estilo, Benzema recebeu de Di María, girou sobre Nastasic e, rasteirinho, colocou no canto esquerdo de Hart. O relógio já marcava 88 minutos decorridos e a partida ainda estava longe de terminar.

Para alegria dos torcedores do Real, o roteiro desenhado desde o primeiro tempo cumpriu-se aos 45 minutos da etapa derradeira. Cristiano Ronaldo avançou pela esquerda, limpou a jogada para o meio e bateu. Inexplicavelmente, Kompany abaixou-se e a bola veio em cima de Hart. Assustado, o camisa 1, após grande partida, aceitou o gol. Explosão no Bernabéu e reestreia da Champions com o pé direito - de Cristiano Ronaldo.

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