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Serie A TIM

  • 6 de janeiro de 2013
  • • 12:00
  • • Stadio Giuseppe Meazza, Milano
  • Árbitro: G. Calvarese
  • • Público total: 50000
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Milan 2 x 1 Siena: Bojan sai do banco e leva o Milan à vitória

Milan 2 x 1 Siena: Bojan sai do banco e leva o Milan à vitória

Getty

Após um primeiro tempo muito ruim, Milan abre placar com Bojan e consegue ampliar em pênalti polêmico. O artilheiro El Sharaawy tentou muito mas não estava em tarde inspirada.

Não se pode dizer que o Milan, dono de 6 vitórias nos últimos 8 jogos, incluindo Liga dos Campeões, Serie A e Copa da Itália, estava preocupado em passar pelo último colocado na competição. Mas um alerta estava ligado no San Siro - ou Giuseppe Meazza - : a única vitória fora de casa (foram quatro no total) do time da Toscana havia sido exatamente nesse estádio, na vitória contra a Inter pelo placar de um a zero, em setembro. O "fantasma do verão passado" bem que tentou dar as caras na capital italiana, mas o jovem Bojan e um pênalti discutível deram a vitória ao time de Allegri, que voltou à 7ª posição, com 30 pontos conquistados. O próximo jogo dos rossoneri é válido pelas quartas de final da Copa da Itália, e eles enfrentam ninguém menos que a líder da Serie A Juventus, em Turim, na próxima quarta-feira.

Milan cria muito pouco e não consegue abrir o placar

Os rossoneri até que se impuseram jogando em casa, ainda mais contra o lanterna do campeonato, um time com muitas fragilidades. Entretanto, o time da casa abusou das jogadas pelo alto e só conseguiu levar perigo de fato ao gol do adversário em lances do "Faraó", apelido do artilheiro da competição El Shaarawy.

Aos 9 minutos, num prenúncio do que seria a maior parte da primeira etapa, Montolivo cobrou falta lateral na área e Pazzini quase conseguiu o desvio, mas sua chegada acabou atrapalhando o goleiro Pegolo. Ele esperou demais e quase foi enganado pela curva da bola. Três minutos depois, a melhor chance do Milan no jogo até então: jogada rápida de Pazzini para El Shaarawy na meia esquerda, arrancada do atacante e chute nos pés do arqueiro do Siena mesmo após passar entre dois marcadores - já dentro da área.

Aos 21, no primeiro momento de lucidez da equipe da Toscana, D'Agostino conseguiu passar pela marcação pelo meio e avançar com a bola dominada. O problema é que na hora da enfiada para Rosina, faltou comunicação ou entrosamento para os companheiros e o passe saiu nos pés da defesa. A resposta milanista veio menos de um minuto depois, com cruzamento de trivela de El Shaarawy que encontraria Pazzini livre na entrada da pequena área, mas saiu um pouco forte e acabou se perdendo.

Nova chance para os rossoneri somente aos 33, quando o incansável El Shaarawy recebeu na entrada da área, limpou o zagueiro Paci e bateu rasteiro. A finalização saiu rente à trave esquerda de Pegolo, que não chegaria na bola. E foi a última oportunidade da primeira etapa, para ambos os lados. Até o intervalo o que se viu foram exaustivos cruzamentos na área e muitos cortes - ainda pelo alto - dos defensores das equipes.

Pressão surte efeito mas os três pontos quase escapam dos rossoneri

A segunda etapa começou definitivamente mais movimentada do que a primeira. No primeiro minuto de bola rolando, Valiani apareceu na cara do goleiro Abbiati, mas Constant apareceu para desarmar o meia do Siena na hora exata, sem dar chances para que ele finalizasse de posição muito perigosa. Pelo lado dos donos da casa, El Shaarawy buscava o gol de forma quase obsessiva. Só no minuto seguinte ao lance anterior, ele arrancou do campo de defesa, tentou tabela, recuperou a bola e tentou finalizar duas vezes, ambas bloqueadas.

Aos 4 de jogo, o "Faraó" teve boa chance de servir de garçom aos companheiros, mas mandou mal para a área após bola esticada de Boateng em rápido contra-ataque - Pazzini também esperava o cruzamento. E se no segundo tempo a bola ia mais pela grama do que pelo ar, o Siena aproveitou os espaços dados e conseguiu assustar - e muito - a meta do Milan. Com 11 minutos, Rosina avançou com a bola pela esquerda e abriu para o cruzamento baixo de Del Grosso, que voltou nos pés do mesmo Rosina. O atacante soltou a perna esquerda e viu o goleiro Abbiati realizar um milagre, com defesa no reflexo que salvou o time da casa de sair atrás no placar, no que foi a oportunidade mais clara de gol na partida, dos dois lados.

Um minuto antes, logo aos 10 da última etapa, Allegri lançou Bojan no lugar de um apagado Nocerino, em substituição que mudaria a história da partida. O atacante espanhol entrou atuando um pouco mais recuado, e foi nessa posição que enfiou linda bola para Boateng cruzar com perfeição para um dos avançados milanistas mandarem para o gol, mas não foi o que aconteceu. Eram 13 minutos - Pazzini furou na primeira e El Shaarawy não conseguiu chegar na segunda trave, para desespero do ganês autor do cruzamento e de vários companheiros que levaram as mãos à cabeça.

O Milan parecia ter descoberto o caminho, e aos 16 minutos Boateng dominou novamente com espaço na direita e cruzou mais fraco - na esperança de talvez, facilitar a vida dos atacantes. Mas a bola passou novamente na frente de Pazzini - em posição de impedimento -, que só conseguiu um leve desvio, insuficiente para mandar para as redes. O lance pegou El Shaarawy novamente desprevenido na segunda trave e mais uma bola saiu pela linha de fundo.

Foi então que aos 21 minutos, Bojan desistiu de fazer o papel de armador e foi para a área quando o Milan recuperou bola no meio campo e Abate adiantou para Boateng na direita. O meia cruzou na medida para o cabeceio certeiro dele, Bojan, no cantinho do goleiro Pegolo, que nem se mexeu, tirando finalmente o zero do placar.

A mudança de postura parecia automatizada. A partir do gol, os toques de bola mais espaçados e as viradas de jogo tomaram rapidamente o lugar da pressão pelo tento que ditava o ritmo da partida por parte do Milan. O autor do gol voltou a assustar o Siena quando driblou bem Del Grosso e chutou na rede pelo lado de fora, já aos 29 minutos. Dois minutos depois, tudo que o Milan queria: tranco do brasileiro Felipe em cima de Pazzini dentro da área, que aguardava "ansiosamente" o toque. Pênalti marcado pelo árbitro Calvarese e muita reclamação dos jogadores do Siena. Na cobrança, o próprio Pazzini deslocou o goleiro e ampliou para os donos da casa em chute no ângulo direito de Pegolo.

O Milan quase aumentou a diferença no placar aos 40 minutos, após tabela entre Abate e Boateng, mas El Shaarawy ficou na saudade após corte ágil da defesa. Logo depois, os visitantes ainda diminuiriam com gol de Paolucci, que mandou de cabeça no canto do goleiro Abbiati. Mas não havia tempo para mais nada, e nem uma "mini-pressão" do time da Toscana no final do jogo conseguiu tirar a vitória das mãos rossoneri.

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