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Liga dos Campeões da UEFA

  • 20 de fevereiro de 2013
  • • 16:45
  • • Stadio Giuseppe Meazza, Milano
  • Árbitro: C. Thomson
  • • Público total: 79532
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Milan 2 x 0 Barcelona: "Fantasma do verão passado", Milan lembra Chelsea e bate Barça sem dar chances

Milan 2 x 0 Barcelona: "Fantasma do verão passado", Milan lembra Chelsea e bate Barça sem dar chances

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Com uma média de 66% de posse de bola, time catalão não consegue furar a defesa italiana. Tido como azarão, Milan vence com autoridade de maior vencedor da história.

Por Matheus Quelhas

Alguns diziam que o jogo seria equilibrado, que havia de se respeitar o Milan. Mas a verdade é que além dos que falavam abertamente sobre o favoritismo do time catalão, no fundo todos colocavam Messi e cia. em vantagem sobre o terceiro colocado do campeonato italiano. Apesar disso, os milanistas mostraram que o San Siro pode fazer a diferença e que estão dispostos a dar o seu máximo para vencer a equipe tida como melhor dos últimos tempos, honrando os 11 títulos da competição continental ostentados na sala de troféus do clube em Milão.

Marcação rossoneri não dá brecha e primeiro tempo tem poucas chances, mas domínio do Barça

Não se pode parabenizar o sistema defensivo do Milan pelo bom primeiro tempo por um simples motivo: todos os jogadores da equipe italiana foram fundamentais na marcação. O técnico Allegri pareceu ter conseguido instruir muito bem seus comandos durante a semana de treinos que antecedeu a partida. Apesar disso, o Barcelona detinha muito mais a posse de bola e tentava encaixar jogadas de toque curto, ou cruzamentos - muito pouco eficientes.

Tanto que o único levantamento na área perigoso, aos 11 minutos, passou raspando a trave direita de Abbiati em razão de desvio de Mexés, que quase marcou contra. Logo depois, o volume de jogo do Milan cresceu e os donos da casa tiveram duas chances de marcar. Primeiro aos 15, quando Boateng tocou de primeira e deixou El Shaarawy livre para invadir a área, mas ele adiantou demais e perdeu para Puyol - a posição do 'Faraó' era duvidosa. Na sequência do lance, Boateng emendou de primeira escanteio ensaiado pelo Milan e por muito pouco não mandou no canto esquerdo de Valdés, batido no lance. Bem depois, aos 35, Boateng lançou bem e El Shaarawy por pouco não chegou.

Isso após alguns minutos com o time catalão rondando a área do Milan, trocando passes rápidos mas sem meios de penetrar na defesa. E assim foi até o apito final da primeira etapa. Controle do jogo por parte dos catalães, mas as chances mais claras do lado rossoneri, com mais êxito nos cruzamentos e nas bolas longas e enfiadas.

Milan consolida ótimo jogo com dois gols e bate o Barça

Após um panorama inicial muito parecido com a etapa anterior, o Milan abriu o placar aos 11 minutos. Após chute de Montolivo em cobrança de falta, a bola desviou na mão de Zapata (involuntariamente) e Boateng mandou para as redes. Logo depois, Jordi Roura sacou Fàbregas e lançou Sanchéz, mas foi o Milan quem voltou a assustar. Pazzini emendou bela puxada aos 22 minutos, e Valdés fez a defesa.

Após 30 minutos de segundo tempo, o Barcelona fez o goleiro Abbiati trabalhar ao menos uma vez. Ou pelo menos pensar que iria, mas o chute de Iniesta acabou indo pra fora, nesta que não é uma das características mais marcantes do time, o chute de fora da área. Logo depois, Niang substituiu Pazzini e seria o próprio atacante de 18 anos que começaria a dar números finais ao jogo.

Aos 35 minutos, M'baye Niang venceu Puyol com um leve toque de cabeça e acionou  El Shaarawy pelo centro, que deu passe magistral para o belo sem-pulo de Muntari: golaço do Milan no San Siro e vantagem de dois gols no placar. Festa nas arquibancadas e também de Balotelli e Robinho em um dos camarotes do estádio.

Antes do apagar das luzes, Puyol testou aos 41 e proporcionou um arrepio aos torcedores e à defesa do Milan, mas com a bola saindo à direita do arqueiro adversário, o experiente zagueiro e os jogadores do Barça terão de se conformar com a derrota justa sofrida para o clube italiano e pensar uma boa maneira de bloquear os contra-ataques que certamente os aguardam no jogo de volta, no Camp Nou.

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