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Copa Libertadores da América

  • 14 de fevereiro de 2013
  • • 19:45
  • • Arena do Grêmio, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
  • Árbitro: D. Abal
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Grêmio 1 x 2 Huachipato: Em péssima noite, Grêmio leva baile no 1º tempo e perde na estreia

Grêmio 1 x 2 Huachipato: Em péssima noite, Grêmio leva baile no 1º tempo e perde na estreia

AP

Barcos marcou o único gol gremista de pênalti, mas estreantes não foram bem: André Santos e Adriano foram substituídos, o segundo no intervalo, e Welliton perdeu gol incrível.

Por Matheus Quelhas

Pressão inicial do Grêmio é engolida por superioridade chilena, que vence primeiro tempo com autoridade

Logo nos primeiros minutos, o time da casa buscou abrir logo o placar para ter um pouco mais de tranquilidade na partida. Entretanto, apesar dos esforços de Zé Roberto, Barcos e Vargas, Elano foi quem mais chegou perto de marcar em duas cobranças de escanteio fechadas, no primeiro minuto e com 8 da primeira etapa. Com três estreantes entre os titulares, a equope de Luxemburgo encontrava dificuldades na armação ofensiva, errando muitos passes e individualizando as jogadas.

Aos 12, André Santos - um dos estreantes - salvou o que seria uma finalização perigosíssima de Contreras, dentro da área, após sobra de bola que veio limpa, mandando pra escanteio. Antes, ainda aos 6, Sandoval já havia assustado Marcelo Grohe com chute forte de longe que o goleiro pegou em dois tempos. Mas aos 16 minutos, ninguém salvou: melhor na partida, o time chileno abriu o placar. Rodríguez apareceu na direita e recebeu com muito espaço, cruzando por baixo para o desvio de Falcone, que ganhou as redes tricolores.

Ficar atrás no placar não estava nos planos, e o inesperado pareceu ter assustado ainda mais o time do Grêmio. Aos 22, Cris errou passe na defesa e quase entregou, ouvindo sinais de irritação vindos da arquibancada - nada de criatividade ou mesmo futebol por parte do time brasileiro.

Mesmo tendo o controle total da partida, o Huachipato trocava muitos passes e após o gol não pressionou em busca do segundo. Com isso, os brasileiros tentaram avançar, mas esbarraram em muitos erros de passe e na forte marcação chilena, que ocupava muito bem os espaços e também cometia pouquíssimas faltas. Aos 33 minutos, Elano chutou de fora da área e conseguiu escanteio, incrivelmente na primeira finalização do Grêmio no jogo.

Dez minutos depois, o atual campeão chileno quase ampliou com chute rasteiro de Brian Rodríguez, que Marcelo Grohe caiu para fazer a defesa mas quase foi traído pelo gramado ruim da Arena - a bola tocou num "montinho" e resvalou na ponta dos dedos do arqueiro, que quase engoliu o frango. Não bastasse o gramado, o goleiro ainda teve de assistir, aos 44, Saimon ser facilmente batido na corrida por Rodríguez, novamente ele, que bateu cruzado em cima de Grohe.

Após o intervalo, sobra disposição mas ainda falta futebol

Após um apagão, que deixou sem luz a Arena do Grêmio durante o intervalo, e que atrasou em cerca de 10 minutos o segundo tempo, a equipe gaúcha voltou com muita vontade mas cometendo basicamente os mesmos erros da primeira parte do jogo. A substituição de Adriano por Marcelo Moreno não conferiu mais qualidade ao time, pelo contrário: só estimulou mais bolas alçadas na área.

Até que após algumas jogadas que prometiam um segundo tempo diferente, Cris marcou a bola e viu  Brian Rodríguez se antecipar e testar no cantinho, aos 5 minutos, marcando o segundo gol do Huachipato. Por alguns segundos, o silêncio tomou conta do estádio.



A sorte do Grêmio foi que, apenas três minutos depois, uma penalidade máxima foi marcada a seu favor, após bola levantada e muita confusão, que culminou com chute forte de Barcos que parou na mão de Contreras. O próprio argentino cobrou, deslocando o goleiro para balançar as redes pela primeira vez com a camisa do tricolor.

O embate seguia disputado de forma oposta pelos dois adversários: enquanto o time chileno desde a primeira etapa demonstrava calma com a bola, buscando trabalhar a posse com ultrapassagens e passes curtos, além dos cruzamentos (quando havia espaço), a equipe brasileira mostrava afobação e se furtava a cruzar ou tentar jogadas individuais, com muitas poucas tabelas.

Aos 25 minutos, Zé Roberto recebey bola esticada por Pará dentro da área, mas soltou uma bomba por cima da meta. Três minutos depois, o próprio meia invadiu a área com a bola dominada e tentou fugir da falta (pênalti), saindo com bola e tudo. Em seguida, Vargas e André Santos deram lugar a Welliton (mais um estreante) e Marco Antônio, e os gaúchos passaram a se postar numa espécie de 3-4-3, com Elano recuando um pouco mais no meio de campo e deixando Moreno, Barcos e Welliton à frente.

 Elano teve a chance do empate em cobrança de falta aos 37, mas mandou na barreira e no rebote chutou em cima de Saimon, no retrato do que foi o time no jogo: nervosismo e falta de capricho nas jogadas. Aos 40, Zé Roberto, o melhor do Grêmio no jogo, fez jogada individual, ganhou de dois marcadores na raça e ainda pediu a movimentação de algum companheiro na área. Welliton se deslocou e recebeu cruzamento magistral do meia, mas finalizou muito mal e perdeu a chance mais clara durante os 90 minutos.

O cabeceio de Barcos defendido por Veloso, já nos acréscimos, pareceu ilustrar que hoje não era o dia do Grêmio, e quando não é dia, a bola não entra. Resta aos comandados e ao próprio Luxemburgo refletir sobre as razões que levaram um time apontado como favorito para a conquista da Libertadores tropeçar logo na estreia, isso após conseguir uma classificação de forma muito sofrida. Como o calendário não para, na próxima quarta-feira eles enfrentam ninguém menos que o Fluminense, no Rio de Janeiro.

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