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Copa Libertadores da América

  • 22 de maio de 2013
  • • 22:00
  • • São Januário, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Árbitro: Roberto Silvera
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Fluminense 0 x 0 Olimpia: Tricolor domina mas não consegue furar defesa paraguaia

Fluminense 0 x 0 Olimpia: Tricolor domina mas não consegue furar defesa paraguaia

Getty Images

Em noite de finalizações ruins, Flu não sai do zero e terá de decidir vaga para as semifinais em Assunção

O Fluminense bem que tentou. Nesta quarta-feira, em São Januário, apenas um time tentou, de verdade, abrir o marcador. A outra equipe estava disposta a apenas não levar gols, e, quem sabe, numa jogada de sorte, conseguir um golzinho salvador. O Flu pressionou muito, dominou o jogo do começo ao fim, praticamente não viu o Olimpia chegar perto da sua grande área, mas não foi capaz de vencer a defesa paraguaia. Esbarrando nas finalizações ou ruins ou em erros de último passe, nem com um jogador a mais numa partida de ataque contra defesa o Flu conseguiu abrir o placar.

No decorrer da semana, o técnico Abel Braga declarou que preferia um empate sem gols a uma vitória por 2 a 1. Deve ter ficado aliviado então. Com o empate em 0 a 0, a vaga para as semifinais da Copa Libertadores será decidida na próxima semana, em Assunção, no estádio Defensores del Chaco. Qualquer empate com gols classifica o Flu, e o 0 a 0 leva para os pênaltis.

Primeiro tempo


O Flu dominou amplamente o primeiro tempo. Adotando a tática de que a melhor defesa é o ataque, o Tricolor partiu para cima e pressionou os paraguaios. Assustado, o time visitante mal passou da sua própria intermediária, limitando-se a defender-se dos ataques tricolores.

Logo aos três minutos, Wágner encontrou Rhayner em uma belíssima enfiada. Atento, o goleiro Martín Silva saiu do gol antes que o atacante pudesse finalizar. Um minuto depois o Flu teve talvez a sua melhor chance de gol na partida: Wellington Nem levantou lindamente para Leandro Euzébio. O zagueiro dominou e teve tempo de bater, mas demorou muito e chutou em cima do goleiro, desperdiçando chance claríssima - para desespero do técnico Abel Braga.

Aos 16 minutos, Jean bateu firme de fora da área, obrigando o goleiro Martín Silva a fazer grande defesa. Um minuto depois, Fred deixou de letra para Carlinhos entrar de cara para o gol, mas o zagueiro Miranda chegou com um carrinho preciso para desarmar o lateral tricolor. Com 21 minutos, Bruno entrou na pequena área e se jogou depois de adiantar a bola. O juiz parou e amarelou o jogador do Flu por simulação. Foi o primeiro pedido de pênalti tricolor. Pouco antes do fim do primeiro tempo, Fred também gritou pela penalidade máxima quando a bola bateu no braço de Manzur na pequena área, o juiz mandou seguir. Pouco antes, o goleiro Martín Silva quase entregou o ouro com uma saída estranha para tirar a bola da cabeça de Fred, mas sem conseguir socar ou agarrar.

Aos 44 minutos o Olimpia, time que, até esse jogo, era o que mais havia finalizado na competição, sendo dono do segundo melhor ataque, enfim, passou do meio-campo. Depois de um mole de Edinho, o lateral Baez rolou para o meio da pequena área do Fluminense com perigo, mas nenhum jogador paraguaio chegou a tempo de completar.

                                         

Segundo tempo

A tônica do jogo na etapa final foi exatamente a mesma dos primeiros 45 minutos: só deu Fluminense. Com cinco minutos de jogo, o Olimpia teve uma chance, com Castorino, que entrou no lugar de Salgueiro no segundo tempo. Diego Cavalieri encostou na bola pela primeira e única vez em toda a partida. A partir daí, voltou a pressão tricolor.

Aos seis minutos os paraguaios perderam Baez, que torceu o tornozelo e pediu substituição.  O Flu dominava completamente as ações, mas não conseguia finalizar com qualidade. A torcida começou a pedir por Rafael Sóbis. Era uma oportunidade atrás da outra, mas com falhas no passe final, esbarrando na defesa trancada do Olimpia, que, novamente, abria mão de atacar para não levar gol. Abel inverteu o lado de Rhayner e Wellington Nem, colocando o segundo pela esquerda, por onde começaram a sair as melhores jogadas do Flu.

Aos 20 minutos, foi Rhayner quem teve uma chance de ouro. O atacante recebeu uma assistência maravilhosa de Fred, driblou o goleiro, mas se desequilibrou, perdeu o ângulo e bateu fraquinho, permitindo a recuperação de Martín Silva. Perto dos 25 minutos, o Tricolor teve três escanteios quase em sequência, mas não soube aproveitar nenhum deles. Foi então que o técnico carioca decidiu atender os pedidos da torcida e pôs Sóbis em campo, no lugar de Bruno.

Aos 30, Wagner recebeu em posição legal de Nem, num lance inacreditável, mas não conseguiu desviar a bola, cara-a-cara com o goleiro. Três minutos mais tarde, Sóbis cobrou uma falta com perfeição, mas o arqueiro do time paraguaio.

Aos 37 minutos, Aranda foi expulso depois de levar o segundo amarelo. Nos 12 minutos que se seguiram, foi ataque contra defesa. O Fluminense dominou, tocou a bola, mas não conseguiu finalizar. Na chance mais clara, Wellington Nem recebeu de Felipe na ponta esquerda e teve a chance de rolar para Fred ou Sóbis, livre no meio. Mas o atacante preferiu o chute, e acabou mandando muito errado.

Após 94 minutos de pressão pura, o Flu teve de se contentar em sair de campo sem levar gols.  Pelo retrospecto até aqui na competição, o Tricolor tem motivos para seguir otimista: o Fluminense só foi derrotado fora de casa uma vez até aqui, pelo Emelec. Por outro lado, o Olimpia ainda não perdeu jogando nos seus domínios: foram três vitórias e um empate.

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