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Copa Libertadores da América

  • 20 de fevereiro de 2013
  • • 22:00
  • • Engenhão, Rio de Janeiro
  • Árbitro: Paulo Cesar De Oliveira
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Fluminense 0 x 3 Grêmio: Time gaúcho passeia no Engenhão e mostra que está muito vivo na Libertadores

Fluminense 0 x 3 Grêmio: Time gaúcho passeia no Engenhão e mostra que está muito vivo na Libertadores

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Com ótima atuação de Barcos, que participou de todos os gols, e de todo o sistema ofensivo, Grêmio também conseguiu anular Fred e Wellington Nem. Deco entrou, mas pouco mudou.

Por Matheus Quelhas

Bastou uma derrota em casa para um time desconhecido para as pretensões do Grêmio na Copa Libertadores 2013 serem postas em dúvida, e o antes inquestionável favoritismo da equipe de Luxemburgo cair por terra. Contudo, na noite de hoje, no Engenhão, o time deu uma mostra do que pode fazer individual e coletivamente, e certamente encerra as dúvidas sobre seu potencial como equipe.

Papéis se invertem e Grêmio vai bem

Apesar do time carioca ser apontado como favorito, que começou em cima foram os visitantes, talvez pela necessidade da vitória. Logo no pirmeiro minuto, Elano cobrou escanteio e Souza testou com muito perigo. É bem verdade que dois minutos depois, Wellington Nem foi acertado com um pontapé na canela de Cris, na entrada da área, e o árbitro Paulo César Olveira nada marcou.

Aos 16, o erro se repetiu, mas desta vez dentro da área. Wellington Nem recebeu na ponta direita e invadiu a área, cortando Cris no último momento, o que levou o defensor a segurar o jovem atacante e impedir o prosseguimento do lance. Mesmo muito próximo, o árbitro considerou a jogada normal e mandou o jogo seguir.

Cinco minutos depois, Zé Roberto acharia André Santos nas costas de Bruno, e o lateral bateu cruzado com muito perigo - Vargas quase chegou na segunda trave, apesar de ter sido um chute. Até aí, nenhuma manifestação criativa do meio ou do ataque tricolor. Com exceção de Wellington Nem, que se movimentava muito e era disparado o que dava mais trabalho à defesa gremista, além de Fred, que fez o que pôde devido às limitações do seu posicionamento, todos tinham atuações apagadas.

Após um período bastante faltoso na segunda parte da primeira etapa, aos 32 minutos Elano alertou uma vez. Cobrança de escanteio muito venenosa e gol olímpico evitado por Diego Cavalieri. O erro - inevitável - do arqueiro tricolor foi ceder outro escanteio, pois desta vez Barcos disputou com Bruno pelo alto e o lateral acabou sendo o último a desviar para as redes, marcando contra o patrimônio.

Somente aos 38 minutos o Fluminense obrigou Dida a trabalhar debaixo das traves. E mesmo assim sem perigo: Fred rolara e Jean chutou rasteiro, para defesa tranquila do experiente goleiro. No último minuto do tempo regulamentar, bela jogada de Barcos, que se livrou de marcação dupla na ala direita e avançou com a bola, acionando Vargas. O chileno no entanto, perdeu o ângulo do chute e devolveu mal para o centroavante, que lamentou a boa jogada desperdiçada.

As vaias escutadas pela torcida carioca ao fim do primeiro tempo só refletiram o que foi o jogo. Mesmo sem ser muito incisivo e criar inúmeras chances, o Grêmio foi mais organizado e chegou mais ao gol de Cavalieri, quando os donos da casa se furtaram às jogadas individuais de Nem, e tiveram Sóbis e Wagner muito sumidos no embate. 

Segunda etapa acentua diferenças e 'Pirata' se destaca

Com Deco no lugar de Wagner já no intervalo, o Fluminense não conseguiu mudar o seu jeito de jogar e continuou submetido ao controle gremista no jogo. O time gaúcho ocupava muito bem os espaços e o meio campo ainda sofria com uma tremenda falta de criatividade, aliada a uma partida ruim dos dois laterais da equipe carioca.

Apesar disso, aos oito minutos Carlinhos cruzou bem para Wellington Nem, mas o atacante "furou" de cabeça e desperdiçou boa chance, após cochilo de Cris na marcação. Menos de dois minutos depois, André Santos marcaria o segundo do Imortal Tricolor. Vargas achou Barcos dentro da área com lançamento de cinema e o argentino deixou Bruno caído antes de finalizar cruzado, para ótima defesa de Cavalieri. O rebote, no entanto, ficou nos pés do lateral que empurrou para as redes pela primeira vez com a camisa do Grêmio.



Mostrando impaciência, a torcida pediu e Abel acatou: Thiago Neves entrou em campo aos 17 minutos. O problema foi que o treinador sacou Wellington Nem, talvez o único que incomodava a defesa adversária, apesar do excesso de individualismo do atacante, e as vaias ressoaram no Engenhão, hostis ao técnico. Logo depois, Sóbis também deixaria o gramado para a entrada de Samuel Rosa.

Sem tomar conhecimento das mudanças no rival carioca, a equipe de Luxemburgo seguia sem dar espaços e dominando a partida. Aos 22, Zé Roberto colocou no cantinho e viu Cavalieri salvar com a ponta dos dedos, mas aos 23 o 'pirata' apareceu novamente para decidir o embate. Enfiada de bola na medida para Vargas, retibuindo a bola do segundo gol, e chute cruzado do chileno, que venceu o arqueiro do Flu - que ainda tocou na bola.

O tento pareceu sugar o restante das forças do Fluminense para reagir, e os cruzamentos na área passaram a ser a opção mais escolhida pelos jogadores, com pouca articulação de jogadas e mostrando nervosismo com a bola, com destaque negativo para os laterais. Se não fosse a trave, a goleada estaria consolidada aos 32 minutos, quando Elano recebeu de Barcos - sempre ele - na entrada da área e mandou chute que explodiu na trave direita da meta carioca.

A vitória gaúcha retrata um nivelamento considerável dentre as equipes da Libertadores, e sugere que durante a competição não haverá moleza pra ninguém. Após um início decepcionante, o Grêmio deixa o Rio de Janeiro com uma merecida sensação de volta por cima e com o som do 'olé' entoado por seus torcedores presentes na capital carioca, ainda na memória. Para Fred e cia., resta trabalhar e acima de tudo se motivar para seguir na luta pelo título inédito, que é obsessão nas Laranjeiras.

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