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Copa das Confederações

  • 20 de junho de 2013
  • • 16:00
  • • Maracanã, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Árbitro: D. Haïmoudi
  • • Público total: 71806
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Torcida fica ao lado do Taiti em confronto histórico no Maracanã

Espanha 10 x 0 Taiti: Furia não perdoa e aplica a maior goleada da história da Copa das Confederações

Torcida fica ao lado do Taiti em confronto histórico no Maracanã

getty

Para o Taiti, a goleada foi o que menos importou. Partida entra para história do país e da competição.

Nesta quinta-feira, a Espanha goleou o Taiti por 10 a 0 no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro pela segunda rodada da Copa das Confederações. Destaque para Torres e Villa que marcaram quatro e três gols, respectivamente.

Com a vitória, a Furia somou seis pontos e praticamente garante a vaga na semifinal da competição. Na próxima rodada, os espanhois encaram a Nigéria enquanto o Taiti enfrenta o Uruguai.

Um jogo para história!

Um duelo entre Davi e Golias, diga-se de passagem só deu o primeiro. Espanha e Taiti foi mais do que um simples jogo, entrou para história dos campeões da Oceania em enfrentar os atuais vencedores do Mundo. Nem o torcedor mais fanático taitiano sonharia em um confronto contra os melhores do planeta em uma competição internacional.

Mesmo com a equipe reserva, a Furia atuou seriamente, mas sem passar da "terceira marcha". Logo no começo, aos cinco minutos, Fernando Torres entrou pela esquerda e chutou para abrir o placar. Pena do goleiro que acreditou que o chute seria um cruzamento, 1 a 0.

Até demorou para engrenar, mas a partir dos 30 minutos, o Taiti pegou mais bolas na rede do que penetrou na intermediária espanhola. Aos 31, David Villa recebeu na entrada da área, evitou a marcação e tocou nas costas da defesa para Silva, que bateu no cantinho e ampliou, 2 a 0.

O terceiro saiu dois minutos depois outra vez com Torres após receber com enorme liberdade no campo de ataque, driblar o zagueiro e o goleiro para tocar ao gol vazio.

O atacante do Barcelona, David Villa, também queria participar da festa. Aos 39, ele recebeu cruzamento de Silva em jogada muito rápida e tirou o goleiro Roche com um toque, 4 a 0.

Vira quatro, acaba 10! Com direito a pênalti perdido...



O placar de 4 a 0 na etapa inicial não abatia o Taiti e nem a torcida. A cada tento dos espanhois, os gritos de apoio à equipe amadora continuavam para pelo menos fazer um gol de honra.

A Espanha poderia marcar o placar que quisesse. Era obrigação, mas tinha a imensa responsabilidade de não sofrer um gol do frágil adversário.

Por isso, o show de ataque contra "defesa" continuou. Aos quatro minutos do segundo tempo, Villa recebeu livre na pequena área e fez o quinto.

A Furia continuava jogando sério e aos 12, Silva mandou para Navas, que invadiu a área e rolou a Torres decretar o sexto. Aos 19, a festa continuou. Em posição duvidosa, Villa recebeu lançamento, Roche falhou na interceptação e empurrou para mandar fazer o sétimo, não perca a conta!

Dois minutos depois, foi a vez de Mata aproveitar e deixar o seu no "coletivo de luxo". O meia recebeu na cara do gol e mandou ver, 8 a 0.

Mais do que decidido, a expectativa era de quem seria o artilheiro da partida. Fernando Torres fez gols e teve chances, porém, fez feio aos 31 minutos. Após pênalti sofrido por Azpilicueta, o atacante da Furia cobrou no travessão.

A frustração dele foi mesclada ao alivio dos taitianos com a alegria da torcida que não perdeu a chance de corneta-lo. Porém, no minuto seguinte, Torres mostrou que não queria arranhar a sua imagem e em velocidade, tirou Roche da jogada e fez o nono.

Por fim, quem ficou com a responsabilidade de colocar o outro dígito no placar foi David Silva. Aos 44 do segundo tempo, o jogador do City pegou a bola na área, girou e bateu forte no canto, 10 a 0.

Após a partida, uma cena emocionante. Os jogadores do Taiti fizeram uma fileira para cumprimentar os jogadores da Espanha um a um e depois foram ao centro do gramado agradecer aos torcedores.

Não pareceu um jogo de Copa das Confederações, de fato. Mas Espanha e Taiti transcendeu às quatro linhas. Uma tarde inesquecível ao time da Oceania e apenas um dia comum aos espanhois.

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