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Brasileirão Série A

  • 26 de agosto de 2012
  • • 18:30
  • • Estádio Raimundo Sampaio, Belo Horizonte, Minas Gerais
  • Árbitro: Nielson Nogueira Dias
  • • Público total: 17901
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Cruzeiro 2 x 2 Atletico: clássico mineiro tem três expulsões e golaço de Ronaldinho

Cruzeiro 2 x 2 Atletico: clássico mineiro tem três expulsões e golaço de Ronaldinho

Washington Alves/VIPCOMM

Após gol de Wallyson, Leonardo Silva e Ronaldinho viram com golaços, mas Mateus iguala no último minuto. Partida foi paralisada por objetos atirados no gramado e no árbitro.

Cruzeiro e Atlético-MG fizeram jogo extremamente disputado no retorno do clássico à cidade de Belo Horizonte. Wallyson abriu o placar, mas Leonardo Silva e Ronaldinho - com dois golaços - viraram para o Galo, que sofreu o empate no último minuto dos acréscimos. Com o resultado, o Atlético finaliza o 1º turno na liderança e já se prepara para encarar a Ponte, em casa, na próxima rodada. Já o Cruzeiro ocupa a 8ª posição e visita o Atlético-GO no próximo compromisso.

Forte marcação do Cruzeiro dá resultado e time abre o placar, mas zagueiro empata com golaço

Se há uma característica que marcou o líder Atlético Mineiro neste primeiro turno foi o toque de bola envolvente, alternando com a forte jogada aérea que conta com os dois zagueiros "gigantes" - Réver e Leonardo Silva. Sabendo disso, o técnico Celso Roth impôs uma marcação no campo do adversário, deixando o mínimo de espaço possível para a criação de jogadas - e a pressão Cruzeirense deu resultados.

Nos primeiros 15 minutos de partida, o Atlético se limitou a levantar bolas na área, principalmente com Ronaldinho cobrando faltas, todas sem sucesso. Pelo lado azul, o Cruzeiro tocava mais a bola e buscava sair em velocidade. Se uma das poucas coisas que deram "errado" para o time celeste foi a contusão de Fabinho, que saiu chorando de dor no joelho esquerdo após dividida, seu substituto não poderia ter entrado de melhor maneira. Aos 17 minutos, bola esticada para Everton pela esquerda e cruzamento na medida para Wallyson, em seu primeiro toque na bola, desviar de carrinho e abrir o placar no Independência.

O jogo seguia muito disputado, e ainda contava com a arbitragem confusa do pernambucano Nielson Nogueira Dias, que pecava principalmente na falta de critério. Aos 37, um princípio de confusão próximo ao assistente mineiro Márcio Eustáquio parou a partida por alguns minutos, e resultou em amarelo para Bernard e Mateus. Timidamente, o Atlético buscava acalmar a partida e impôr o seu toque de bola, sem tanto sucesso.

E se não vai por baixo.. Ronaldinho descolou ótima bola para Danilinho pelo alto, aos 42, completamente livre na entrada da pequena área. O atacante mandou de cabeça à direita de Fábio, desperdiçando chance inacreditável. Mas a tristeza do Galo não durou muito: aos 47 minutos, Leonardo Silva pegou rebote de escanteio de canhota, mandando um sem-pulo no ângulo de Fábio, que tentou alcançar mas não chegou na bola. Golaço do zagueiro, que mandou os times para o vestiário com o jogo empatado.

Todos os ingredientes de um clássico resultam em empate, após final de jogo eletrizante

Logo aos 5 minutos de segundo tempo, Bernard recolheu copo de água mineral arremessado no campo e entregou ao árbitro da partida. Quando o atacante fez nova tentativa de recolher outro objeto lançado pela torcida do Cruzeiro, Leandro Guerreiro interveio com pisão nas mãos do jovem atleticano, que revidou com um empurrão. A partir daí o que se viu foi uma vergonhosa intervenção da torcida presente no estádio. O árbitro paralisou a partida e quando se aproximou da linha lateral, inúmeros objetos foram jogados em sua direção, inclusive o acertado. Resultado: partida paralisada por 7 minutos e expulsão de Leandro Guerreiro e Bernard, na sequência.

O lamentável episódio esfriou o segundo tempo, que havia começado com o mesmo ritmo corrido da primeira etapa. Os jogadores a menos em campo também levaram as duas equipes a se arriscar menos indo ao ataque, para não deixar espaço na defesa. A pouca combatividade dos dois times, em termos de jogadas ofensivas (as fortes divididas continuaram), teve seu fim com a expulsão de Pierre, somente aos 44 minutos (37 sem a paralisação). A euforia dos cruzeirenses não teve nem tempo de se estabelecer, já que aos 45 Ronaldinho partiu do meio campo, driblou três marcadores e mandou no canto, relembrando os tempos de Barcelona.

O jogo virou ataque contra defesa, principalmente em razão das substituições do técnico Cuca, que com características ofensivas só deixou Jô em campo. A pressão do Cruzeiro era muito forte, e Montillo carimbou a junção da trave em cobrança de falta. O árbitro sinalizou 4 minutos de acréscimo, e na sequência mais um minuto, justamente o necessário para o empate. No último minuto, Montillo recebeu dentro da área e rolou para o meio. Mateus, a esta altura já centroavante, completou para as redes e deu números finais ao superclássico mineiro.

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