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Campeonato Brasileiro

  • 17 de novembro de 2012
  • • 19:30
  • • Couto Pereira, Curitiba, Paraná
  • Árbitro: Paulo Cesar De Oliveira
  • • Público total: 8818
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Coritiba 1 x 2 Vasco: Cirúrgico, Vasco vira pra cima do Coxa e dá fim a jejum

Coritiba 1 x 2 Vasco: Cirúrgico, Vasco vira pra cima do Coxa e dá fim a jejum

Marcelo Sadio/Vasco.com.br

Após Lincoln abrir o placar com um golaço, Romário e Nilton viraram para o Vasco, que contou com ótima atuação de Prass para reencontrar o caminho das vitórias após sete jogos.

"Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal". Certamente a célebre frase, de autoria do ex-presidente do Vasco Cyro Aranha, será lembrada pelos mais fiéis torcedores cruzmaltinos após o confronto desta noite entre Coritiba e Vasco, ocorrido no Couto Pereira. A comemoração do ex-interino Gaúcho após o segundo gol - que seria o da vitória - e a dedicação dos jogadores foram emblemáticas, colorindo de esperança um 2013 ainda turvo para a "turma da fuzarca".

Com o resultado, o time carioca mantém matematicamente as chances de Libertadores enquanto o Coritiba se mantém na 14ª posição. Na próxima rodada, o time paranaense encara o Cruzeiro em Belo Horizonte enquanto o Vasco enfrenta o rival Flamengo, no Engenhão.

Coritiba domina amplamente o primeiro tempo, abre o placar mas vê cariocas empatarem com Romário

Jogando sem a maioria dos seus principais jogadores, como zagueiro Dedé, os meia sJuninho e Felipe, além dos atacantes Tenorio, Éder Luis e Alecsandro, o Vasco entrou em campo já em clima de fim de festa. Com o péssimo desempenho no segundo turno, a meta agora é a montagem do elenco 2013, tentando também terminar o campeonato de forma digna.

Do lado oposto, o time Coxa Branca - com uma das melhores campanhas do segundo turno - jogava para apagar a má impressão deixada após goleada sofrida para o Corinthians na última rodada (5 a 1, no Pacaembu). Contando com a falta de entrosamento, experiência, além da pouca habilidade de alguns jogadores, o Coritiba jogou como quis na maior parte da primeira etapa. Lincoln, pelo meio, dava as cartas,e foi assim que saiu o primeiro gol.

Cobrança de escanteio e lindo domínio do capitão do Coxa, que bateu sem deixar a bola cair e marcou um golaço, sem chances para Fernando Prass, aos 9 minutos. A facilidade encontrada encorajava em muito o jogo ofensivo do alviverde, que seguiu pressionando. Alternando jogadas pela direita, com Victor Ferraz e Gil, e pela esquerda, com Denis e Rafinha, uma nova chance apareceu pouco depois do gol.

Bola nas costas de Feltri para Gil aos 16 minutos, que esperou a saída de Prass para rolar para Rafinha bater no canto oposto, sem goleiro. Seria o segundo se não fosse Renato Silva, que chegou mandando pra longe em cima da linha.

Mas quando parecia ter dominado totalmente o time carioca, o Coxa viu o empate sair de um lance despretensioso. Wendel recebeu pela esquerda, ergueu a cabeça e levantou na área buscando Romário, que subiu entre os zagueiros e testou com firmeza para igualar o placar, aos 22.

O lance - primeiro e único de perigo do time cruzmaltino - não alterou o panorama da partida e os donos da casa seguiram melhor. Aos 25, Denis assustou em chute rasteiro que saiu à esquerda do gol. Ainda sob a batuta inspirada de Lincoln, Wendel e Nilton levariam o amarelo, devido ao grande esforço na marcação. Aos 38, no último lance perigoso da primeira etapa, Deivid cabeceou pelo lado.

Fernando Prass fecha o gol e disposição dos jogadores põe fim ao jejum de 7 jogos sem vitória do Vasco

Com um minuto de segundo tempo, Lincoln arriscou pela primeira vez depois do intervalo, chutando por cima. Mas ao 4, o meia recebeu em totais condições de Vinícius, mas Fernando Prass saiu com muita rapidez e evitou o gol certo do capitão do Coxa, o melhor jogador do time da casa.

A resposta cruzmaltina veio em dose cavalar, aos 12 minutos. No que pode ser considerado sua segunda chance de marcar durante toda a partida até então, Fellipe Bastos cobrou escanteio e Nilton contou uma saída ruim de Vanderlei para marcar de perna canhota o gol da virada cruzmaltina.

Atordoado, o time paranaense foi pra cima e chegou pela enésima vez com participação de seu capitão Lincoln, que estava chamando a responsabilidade da partida. Excelente passe do meia para Willian, que só se deu conta do tamanho da chance quando Fernando Prass já havia fechado o ângulo e defendido sem dar rebote o chute rasteiro do volante, aos 19.

A segunda etapa prosseguiu com um Coritiba claramente afetado pelo gol sofrido. O ímpeto dos donos da casa no primeiro tempo pareceu ter mudado de lado, e os cruzmaltinos davam tudo de si na marcação. A saída de Vinicius, bem no jogo, para a entrada de Emerson Santos também contribuiu para a queda de rendimento ofensivo do Coxa.

Pelo lado do Vasco, Maicon Assis e Abuda, que substituíram Romário e Wendel respectivamente, tiveram efeito contrário às substituições do time paranaense, sobrando fisicamente e mantendo a posse de bola nos pés cariocas. O apito final do árbitro Paulo César de Oliveira delineou pelo menos um horizonte para a nau cruzmaltino, que se vê navegando em mares turbulentos mas pode ter nas categorias de base um dos pilares do elenco de 2013.

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