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Campeonato Brasileiro

  • 24 de novembro de 2012
  • • 19:30
  • • Pacaembu, São Paulo, São Paulo
  • Árbitro: Raphael Claus
  • • Público total: 34171
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Corinthians 1 x 1 Santos: Na despedida do Pacaembu, Timão arranca empate já no fim

Corinthians 1 x 1 Santos: Na despedida do Pacaembu, Timão arranca empate já no fim

Getty Images

Com clima oriental no estádio e nome nas camisas em japonês, time da casa vê Felipe Anderson abrir o placar no 1º tempo e chega ao empate com Wallace, aos 34 da última etapa.

Jogando pela penúltima rodada do Brasileirão, o Corinthians recebeu o Santos no Pacaembu, no que foi sua última partida como mandante no estádio em 2012. O resultado deixou o Timão ainda na quinta colocação, podendo ser ultrapassado no complemento da rodada pelo Botafogo. Já o time da Vila Belmiro subiu para nono, mas pode perder a posição para o Cruzeiro. Na rodada derradeira, o Corinthians pega o São Paulo como visitante no Pacaembu, enquanto o Santos recebe o já rebaixado Palmeiras.

Broncas de Muricy surtem efeito e Santos vai para o intervalo na frente do placar

Havia uma clara diferença de motivação entre as duas equipes para o clássico desta noite. O Corinthians vinha para a partida recheado de caras pouco vistas ao longo do Brasileirão, na espectativa de definir os relacionados para o Mundial de Clubes e poupar alguns jogadores convocados para o Superclássico das Américas. Isso sem falar que o confronto seria o último da equipe em casa antes da partida para o Japão, já que o jogo contra o São Paulo - que também acontece no estádio - tem mando do rival.

Pelo lado praiano, a única meta do time de Muricy Ramalho era não desgastar ainda mais a imagem de uma campanha apenas regular em 2012. Com Neymar suspenso, o treinador era a grande atração do jogo - ao lado de Tite - já que ambos estão cotados para assumir a seleção brasileira após a demissão de Mano Menezes, na última sexta-feira.

Com o "cenário" montado (os nomes dos jogadores estavam escritos em japonês, além da apresentação de um grupo musical oriental antes da partida e da bandeira estendida pela torcida, representando o Monte Fuji), os donos da casa começaram em cima do Santos. No primeiro lance do jogo, Romarinho tentou passar entre dois e caiu pedindo pênalti, que para o árbitro não foi nada. Aos 3, o atacante chegou novamente e após tabela lançou Emerson, que desperdiçou o ataque ao se enrolar com a bola.

Victor Andrade até que tentou responder pelo Santos, com chute rasteiro que assustou Cássio, mas foi Guerrero quem poderia ter aberto o placar, aos 6 minutos. O peruano recebeu ótima bola de Edenílson, após contra-ataque rápido, mas Rafael dificultou o trabalho do atacante ao sair bem do gol, e a finalização acabou indo direto pra fora.

O duelo só não seguiu mais movimentado pelos não tão numerosos, mas constantes, erros de passe de ambos os times na armação de jogada. O "selecionável" Muricy não parava de atribuir os erros à distância entre meio-campo e ataque - o nome mais ouvido nas cobranças do treinador era o de Felipe Anderson, responsável maior pela criação de jogadas.

 E quando o ritmo do jogo já havia caído bastante, o Santos abriu o placar. Justamente quando dominou um pouco mais adiantado, Felipe Anderson achou André no comando de ataque, que devolveu ótima bola para o meia. Cássio não fechou totalmente o canto e ele mandou ali mesmo, abrindo o placar aos 36 minutos.

Romarinho teve a oportunidade do empate de cabeça pouco depois, aos 40. Emerson cobrou escanteio e após saída ruim de Rafael, Romarinho só precisava acertar o gol, mas pegou mal na bola e mandou para o corte da defesa.

Cresce número de passes errados em segundo tempo de poucas chances e Corinthians chega ao empate

A atuação na primeira etapa não ajudou, mas o clima de despedida antes do embarque da delegação corinthiana para o Japão estava propício para um resultado ao menos razoável para os donos da casa. Com 8 minutos, a coisa parecia que não mudaria. Emerson apareceu livre, na cara do goleiro Rafael, mas acabou pegando de forma bizarra na bola e mandando por cima da meta, desperdiçando de longe a oportunidade mais clara do jogo.

A atuação do ídolo da Fiel, aliás, foi um caso à parte nesta noite de sábado. Longe de estar em seus dias mais inspirados, o Sheik discutia a todo momento com os defensores santistas, discussões essas que começaram com um toque de Henrique por trás ainda no primeiro tempo, bola pra fora para atendimento de Emerson e nenhuma devolução por parte do Santos. E se intensificaram após lance aos 14 minutos da última etapa, onde o atacante caiu pedindo pênalti.

Aos 19, o empate do Timão só não saiu por intervenção de Juan. Guerrero bateu cruzado, forte, e Rafael espalmou, deixando a sobra para Danilo, que mandou para o gol. Mas o lateral adversário se jogou na bola e evitou o tento que igualaria o placar. Logo depois, Muricy tiraria Patito Rodríguez para lançar Adriano, visando fortalecer a marcação e segurar o resultado.

A mudança não fez muito efeito, já que o ataque da Vila Belmiro era praticamente nulo e não segura a posse de bola na frente. André, muito isolado, mal tocava na bola, enquanto Felipe Anderson estava sobrecarregado na armação, pois Victor Andrade seguia tendo atuação muito apagada durante toda a partida.

Enquanto isso, os donos da casa pareciam jogar para dar um gostinho de triunfo para a torcida que enxeu o estádio do Pacaembu. Foi ela quem pediu Jorge Henrique e foi prontamente atendida por Tite. E se as substituições de Muricy Ramalho pouco mudaram o jogo, a de Tite acabou sendo decisiva. Foi o atacante recém colocado na partida que cobrou a falta na área, aos 34 minutos, e encontrou Wallace entre os zagueiros santistas para empatar a partida de cabeça.

Já com 41 minutos, num lampejo de Emerson Sheik do primeiro semestre, o atacante saiu da falta de Henrique, disparou pela direita e deu um lindo passe para Romarinho, que invadia a área pelo meio. O jovem atacante dominou com apenas um toque, mas foi o bastante para Bruno Rodrigo chegar mandando pra longe, num chutão que sacramentou o empate no quinto encontro das equipes em 2012 - um ano recheado de emoções para o Timão e nem tanto para os antes mais badalados santistas. E olha que ainda não acabou hein.. agora é adeus Pacaembu e brevemente olá Japão!

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