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Copa Libertadores da América

  • 13 de fevereiro de 2013
  • • 22:00
  • • Estádio Olímpico de la UCV, Caracas
  • Árbitro: H. Buitrago
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Caracas 0 x 1 Fluminense: Matador, Fred garante três pontos na estreia

Caracas 0 x 1 Fluminense: Matador, Fred garante três pontos na estreia

Juan Barreto

Com gramado em péssimo estado e pressão adversária no segundo tempo, artilheiro tricolor aproveita sua única chance para balançar as redes. Thiago Neves foi desfalque.

Por Matheus Quelhas

Em primeiro tempo de poucas chances, Fred mostra oportunismo e marca

A inesperada ausência de Thiago Neves, que ingeriu substância sem prescrição do departamento médico do clube e não foi relacionado por decisão da diretoria (que tentou consultar as entidades responsáveis e não obteve sucesso), foi sentida desde o primeiro minuto pelos companheiros, principalmente de meio campo.

As duas equipes tentaram pressionar logo no início de jogo, mas nenhuma delas conseguiu criar chances de marcar, esbarrando tanto no péssimo gramado quanto nos erros de passe ou condução de bola. Somente aos 17 minutos Wellington Nem disparou em diagonal e dominaria em ótima posição após lançamento longo, mas o goleiro Baroja saiu bem e mandou pela lateral.

A iminente chegada do primeiro gol pareceu animar os tricolores, que criaram mais chances de abrir o placar. Aos 20, Fred conseguiu o giro em cima da marcação mas exagerou na força; aos 22, cruzamento na área também encontrou a cabeça do centroavante, que escorou e viu Wagner carimbar a trave esquerda do goleiro adversário.

Na base da vontade muito mais do que na técnica, os jogadores venezuelanos finalmente assustaram Diego Cavalieri, que estava "assistindo" a partida de dentro do gramado, apesar de alguns cruzamentos perigosos. Aos 30, Cure tentou de cabeça e na sobra Guerra soltou um chutaço à direita do arqueiro. Mas um minuto depois o vento voltou a soprar a favor do time brasileiro e após rolar para Sóbis, Fred aproveitou a sobra de bola que veio na medida para ele acertar o ângulo e deixar os tricolores em vantagem com um belo gol.

O tento não esfriou os ânimos dos donos da casa, que continuaram lutando muito (ou mais) depois de sair atrás no placar, principalmente com Otero pelo meio e insistindo nos cruzamento aéreos. Porém, a diferença técnica das duas equipes é visível e a impressão é a de que se o gramado estivesse em boas condições, os comandados de Abel Braga poderiam ter marcado mais de uma vez, já que em várias jogadas os "tufos" de grama foram protagonistas de desarmes e desvios que atrapalharam principalmente os brasileiros, que usaram bem mais toques curtos na criação de jogadas.

Pressão venezuelana não dá resultado e estreia tricolor termina com vitória

Com ainda 30 segundos de segundo tempo, Cure chegou pela direita em jogada rápida do Caracas e cruzou, em bola que passou pela área e não foi tocada. Mas a resposta tricolor foi relâmpago e Wellington Nem foi desarmado de forma crucial por Sanchéz, pois ele ficaria na cara do gol. O mesmo Cure conseguiria uma puxada mesmo cercado por dois marcadores brasileiros, aos 5 minutos, obrigando o goleiro tricorlor a mandar pra escanteio.

Aos 15, Fred soltou uma bomba da entrada da área e Baroja defendeu bem. Enquanto os visitantes tentavam explorar os contra-ataques, que não eram facilmente armados devido ao estado do gramado, o time da capital venezuelana seguiam tendo a bola aérea como maior aliada na "pressão" exercida sobre o Flu.

Otero usou o mesmo fundamento que Fred para voltar a assustar o gol da equipe brasileira aos 31, mas a finalização saiu um pouco no meio e Cavalieri conseguiu espalmar com algum tranquilidade. A falta de oportunidades claras do Caracas e a vantagem tricolor era traiçoeira, e o fim de jogo se aproximava sem uma definição no placar.

Aos 39, o jovem atacante Marcos Junior poderia ter decidido, mas ele se atrapalhou com a bola e ao contrário do artilheiro Fred, desperdiçou grande chance. O goleiro Baroja havia espalmado para o meio da área e dado um presente para Marcos, que acabou chutando por cima.

Já bem perto do fim da partida, aos 42, o árbitro Buitrago criou polêmica ao considerar um chutão de Valencia perto do meio campo, para trás, recuo de bola segurado com as mãos por Diego Cavalieri. Na cobrança, Otero levou as mãos à cabeça para lamentar a chance de empate que saiu raspando a trave direita. No último lance do jogo, Peña achou Cure na área, que emendou um belo chute - por cima do travessão.. e Cavalieri só olhou.

No fim do embate, a sensação de que o grande valor de três pontos na fase de grupos de uma competição como a Libertadores podem ficar ainda mais valiosos em partidas como essa, em que vários fatores - talvez principalmente o gramado - contribuíram para uma partida apenas regular do Fluminense. Mesmo assim, o time brasileiro saiu com a vitória e confirmou o favoritismo, mas se quiser alçar os vôos que seu plantel permite no torneio continental, precisa reencontrar o futebol de campeão brasileiro que ainda está em 2012.

Com a vitória, o time carioca assume provisoriamente a liderança do grupo 8. Isso porque amanhã, em Porto Alegre, se enfrentam Grêmio e Huachipato (CHI) às 19:45, complementando a 1ª rodada.

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