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Serie A TIM

  • 21 de dezembro de 2012
  • • 17:45
  • • Stadio Ennio Tardini, Parma
  • Árbitro: A. Damato
  • • Público total: 8500
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Cagliari 1 x 3 Juventus: Matri vira carrasco de ex-clube e garante a virada em Parma

Cagliari 1 x 3 Juventus: Matri vira carrasco de ex-clube e garante a virada em Parma

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Após sair perdendo, Juventus sofre mas consegue virar com dois gols de Matri e um de Vucinic, que mesmo sem condições de atuar 90min foi decisivo para conseguir os três pontos.

Sem poder atuar em casa, na Sardenha, os rossoblu mandaram a partida no estádio Ennio Tardini, na província de Parma. Logo contra a líder do campeonato Juventus, do craque Pirlo e da revelação Giovinco. Mas os destaque da partida foram mesmo os reservas Matri e Vucinic, que saíram do banco para mudar a história do jogo e garantir a 14ª vitória da Juventus em 18 jogos, chegando a 44 pontos e mantendo a diferença para a vice-líder Inter de Milão em no mínimo 7 pontos. O Cagliari segue na 17ª posição, mas pode entrar na zona de rebaixamento caso o Palermo vença a Fiorentina jogando em casa.

Em primeiro tempo truncado, Cagliari sai na frente em penalidade máxima duvidosa

O jogo começou em ritmo alucinante, com as duas equipes buscando o controle das ações, principalmente no meio campo. Encontrando dificuldades para armar suas jogadas ofensivas, a Juventus tinha como válvula de escape o lateral Lichtsteiner, muito acionado pela direita. Do lado do Cagliari, a aposta era nos contra-ataques, tendo Pinilla e Sau como referências na frente.

Antes que qualquer uma das equipes criasse uma oportunidade clara de gol, um lance polêmico permitiu que os rossoblu abrissem o placar. Sau recebeu na ponta esquerda e tentou o drible entre Vidal e Cáceres. Ao ser tocado pelo volante chileno, ele caiu pedindo pênalti prontamente negado pelo árbitro. O problema é que alguns segundos depois, claramente atendendo orientação do árbitro assistente atrás do gol defendido por Buffon, o árbitro Antonio Damato voltou atrás e marcou a penalidade. Pinilla, que não tinha nada a ver com as reclamações dos jogadores biaconeri, cobrou no ângulo direito de Gigi Buffon e abriu o placar.

A resposta da líder não tardou nada. Asamoah recebeu dentro da área menos de um minuto depois pela esquerda e tocou para Quagliarella por baixo, de frente para o gol. Mas a bola foi um pouco atrás e o centroavante não conseguiu o desvio.

O jogo seguiu muito truncado, pois o Cagliari naturalmente se fechou na defesa e marcava de forma implacável. Uma certa morosidade também era percebida no time da Juve, que apelava mais aos lançamentos longos de Pirlo e às jogadas individuais do que ao toque de bola para buscar espaços na defesa.

Aos 30 minutos, Giovinco teve a chance ao pegar a sobra dentro da área de bola alçada, mas o atacante tentou de primeira e acabou mandando muito longe. Três minutos depois, foi a vez de Marchisio arriscar da meia-lua, mas o chute acabou bloqueado. Com 38 minutos passados, o Cagliari quase cedeu grande oportunidade a uma inoperante líder da Serie A, quando Astori "abraçou" Quagliarella em lançamento longo buscando o atacante, mas o árbitro Damato mandou o jogo seguir.

"Toque de Midas" de Vucinic tira Juventus do sufoco, que vira já no fim

Parece que Antonio Conte não gostou nada do que viu durante o primeiro tempo e buscou colocar seu time no lugar durante o intervalo. A partir do apito inicial da segunda etapa, os bianconeri assumiram uma postura totalmente diferente e passaram a pressionar o Cagliari de todas as formas.

Com menos de um minuto, Lichtsteiner dominou na direita e cruzou para Quagliarella, mas Astori fez o corte de maneira providencial. Aos 2 minutos, Marchisio bateu forte da entrada da área para a primeira de muitas defesas de Agazzi.

Sem conseguir sair do campo de defesa, os rossoblu apelavam para as faltas. Mas como ainda no primeiro tempo vários jogadores haviam recebido cartão amarelo, as infrações começaram a ficar perigosas para o adversário da Juve, que seguia pressionado. Depois de Murru cometer falta passível de cartão amarelo - seria o segundo, acarretando uma expulsão -, o técnico Pulga sacou o lateral para lançar Perico.

Com 14 minutos, um raro momento de alívio para o Cagliari, que viu Sau tirar dois adversários e finalizar com perigo, para boa defesa de Buffon. Um minuto depois, o lateral direito Pisano receberia o amarelo e deixaria todos os jogadores de defesa do Cagliari com cartão. Logo depois, Conte sacou o zagueiro Cáceres e lançou Padoin, para logo em seguida tirar um pouco inspirado Quagliarella e pôr em campo Matri.

Aos 19 minutos, o empate da Juventus não saiu por muito pouco, em lance inacreditável que gerou muita polêmica e levou os jogadores bianconeri ao desespero. Pirlo cobrou escanteio pela direita e Bonucci cabeceou no travessão; na volta, Matri finalizou da pequena área e Agazzi defendeu no reflexo, mas a bola subiu e Asamoah - antes do cabeceio - foi claramente empurrado por Nainggolan, mandando pra fora. O árbitro Antonio Damato assinalou apenas tiro de meta, no que parecia não ser o dia dos líderes do campeonato.

No entanto, a vida de Pirlo e companhia ficou mais fácil com uma expulsão que já se anunciava. Poderia ser qualquer um dos "amarelados" do Cagliari, mas foi o capitão e zagueiro Astori, que vinha fazendo papel importante. Ele recebeu o segundo cartão após falta dura em Giovinco pelo meio. O vermelho fez Pulga substituir Sau, sumido no segundo tempo, por Del Fabro, zagueiro de 17 anos formado nas categorias de base do time da Sardenha.

Com 23, o jogo já ilustrava um treino de ataque contra defesa. Após lançamento magistral de Pirlo para Vidal e desvio pra trás do chileno, Asamoah ajeitou e Padoin bateu rasteiro. A bola passou raspando a trave direita defendida por Agazzi. Dois minutos depois, Giovinco receberia de costas dentro da área pela esquerda e sentindo a mão de Del Fabro em seu ombro, caiu. Para incredulidade do jovem defensor, pênalti marcado por Damato, após alguns segundos de hesitação. Mais incrédulo ainda ficou Vidal, que partiu para a cobrança e mandou direto pra fora, por cima da meta, desperdiçando a chance do empate.

Antonio Conte partiu então para o chamado "tudo ou nada". Fez uso de sua terceira substituição tirando Lichtsteiner e colocando em campo Vucinic. O atacante titular não estava 100% fisicamente, entrou no sacrifício. E tal qual o rei Midas - personagem da mitologia grega, o qual em tudo que tocasse virava ouro -, o montenegrino precisou de apenas um toque na bola para ser decisivo. Aos 29 minutos, da entrada da área ele mandou chute forte, rasteiro, para dificílima defesa de Agazzi, que deu rebote e Matri não perdoou. Empate da Juventus e gol de Alessandro Matri contra seu ex-clube.

Dois minutos depois, o mesmo Vucinic quase vira a partida em novo chute no canto, que Agazzi se esticou todo para espalmar para o lado. Totalmente acuado em seu campo de defesa, o Cagliari não via a hora da partida acabar para levar pelo menos um ponto. E para isso contava com noite mágica de seu arqueiro. Aos 43 minutos, Matri girou e cruzou para Asamoah testar firme, da pequena área, e ver o goleiro adversário operar um milagre em Parma. Com a mão direita ele fez a defesa à queima-roupa e após o toque na trave ainda tirou com o pé.

Apesar da grande atuação de seu goleiro, o Cagliari não aguentaria a pressão. Dentro dos seis minutos de acréscimo concedidos pelo árbitro Antonio Damato, Matri marcou seu segundo gol após corte mal feito pelo brasileiro Nenê, que explodiu em Vidal e sobrou para o centroavante, selando uma virada comemorada de forma muito efusiva por Antonio Conte, no banco. Antes do fim, Vucinic ainda deixou sua marca aos 48, após toque de Giovinco, dando números finais ao embate.



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