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Jogos Olímpicos

  • 11 de agosto de 2012
  • • 11:00
  • • Wembley Stadium, London
  • Árbitro: M. Clattenburg
  • • Público total: 86162
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Brasil 1 x 2 México: Seleção erra muito, não mostra poder de reação e leva a prata novamente

Brasil 1 x 2 México: Seleção erra muito, não mostra poder de reação e leva a prata novamente

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Peralta marca dois e adia sonho verde-e-amarelo para o Rio de Janeiro

A medalha de ouro no futebol masculino segue como um sonho distante para o Brasil. Depois de chegar como favorito à final de Wembley, a Seleção foi surpreendida pela força do México, que abriu o placar no primeiro lance de ataque e chegou abrir dois gols de vantagem, em dia inspirado de Oribe Peralta, antes de permitir o gol de Hulk no finalzinho do duelo. Os astecas fizeram por merecer o lugar mais alto no pódio nos Jogos de Londres.

Drama de cartilha

Quem quer que tenha escrito a história do Brasil nestes Jogos Olímpicos, determinou que cada compromisso começaria com sustos. Só que, desta vez, o drama começou ainda mais cedo. Em bola rifada pelo goleiro Corona, ainda no primeiro minuto, Rafael se atrapalhou na saída de jogo, Aquino se antecipou a Sandro e já deixou Peralta em condições. Com muito espaço, ele teve tempo para olhar e bater rasteiro, no canto de Gabriel, que caiu atrasado: México 1 a 0.

Os astecas aproveitaram o momento para complicar ainda mais a situação do já nervoso Brasil: marcação apertada na saída de jogo e um verdadeiro paredão do meio para trás. Nem Oscar, nem Damião e tampouco a dupla de volantes tinha sucesso na tentativa de manter a bola rodando no ataque. Aos poucos, a Seleção foi se soltando e chegando mais próximo do gol de Corona: Thiago Silva cabeceou por cima do gol em cobrança de falta de Neymar, aos 13 minutos, na primeira finalização da equipe brasileira.

Na segunda metade da primeira etapa, o Brasil passou a chegar ainda mais: aos 20 minutos, Damião recebeu pela esquerda, tentou um chute rasteiro e a bola parou em Oscar, que girou e bateu para a primeira defesa do goleiro Corona. Em seguida, Damião fez o pivô e Marcelo chegou batendo para foraMano Menezes aproveitou o momento positivo e mandou a equipe ainda mais ao ataque: Hulk substituiu Alex Sandro na reta final, e a mudança fez diferença: o atacante do Porto bateu de fora da área e forçou Corona a fazer boa defesa, além de dar fôlego ao lado direito do ataque.

Erros que custam um sonho

A Seleção seguiu a tendência dos minutos finais da primeira etapa e voltou melhor do intervalo. Com mais posse de bola, os mexicanos ficaram presos atrás, lançando-se esporadicamente nos contragolpes. Contudo, acabaram beneficiados pelo preciosismo dos brasileiros na hora de definir as jogadas, bem como a falta de pontaria: aos 14 minutos, Hulk invadiu a área após jogada pessoal, dividiu e a bola sobrou limpa para Neymar, que bateu muito mal e isolou uma grande chance.

Mas os astecas estavam realmente dispostos a frustrar as expectativas do favorito ao ouro: Peralta apertou Thiago Silva, que se atrapalhou e permitiu a recuperação do adversário dentro da área. Na sequência do lance, Fabian tentou uma bicicleta e acertou o travessão de Gabriel, que estava mal colocado. Depois, Salcido pegou bola pela direita e colocou para Peralta completar para o gol, mas o lance foi invalidado por impedimento. O goleiro brasileiro, aliás, quase complicou as chances de recuperação da Seleção com uma saída errada em cobrança de falta, que Fabián, por sorte, cabeceou por cima.

Mano resolveu arriscar, tirando Sandro para a entrada de Pato, em momento já desfavorável do Brasil no encontro. Coube ao camisa 9 mexicano, Peralta, enterrar de vez o sonho do ouro verde-e-amarelo: falta no lado direito da área cobrado por Fabián, a zaga brasileira parou e só assistiu a seu carrasco, completamente livre, desviar e fazer 2 a 0. Na base da vontade, Hulk diminuiu aos 45 minutos após lançamento comprido, e Oscar, no último minuto, perdeu grande chance de cabeça. Estava sacramentado o trauma brasileiros nos Jogos Olímpicos.
          

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