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Copa das Confederações

  • 19 de junho de 2013
  • • 16:00
  • • Castelão, Fortaleza, Ceará
  • Árbitro: H. Webb
  • • Público total: 50791
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Brasil 2 x 0 México: Em tarde de Neymar, Seleção supera o México em Fortaleza

Brasil 2 x 0 México: Em tarde de Neymar, Seleção supera o México em Fortaleza

Getty Images

Camisa 10 da Canarinha teve grande atuação na vitória que espantou histórico recente de favoritismo mexicano em jogo que praticamente garantiu classificação às semifinais

Nesta quarta-feira, o Brasil deixou para trás todas as más lembranças provocadas pela seleção mexicana recentemente para conquistar uma importante vitória na Arena Castelão, em Fortaleza. Para todos que esperavam com ansiedade pelo grande jogo de Neymar com a camisa da Seleção, a espera acabou. O atacante se destacou, chamou a responsabilidade e marcou o primeiro e deu a assistência para Jô fechar a conta com o segundo, já nos acréscimos do segundo tempo, deixando o campo com o justíssimo troféu de melhor em campo.

Com o gol, Neymar chegou a impressionante marca de 22 gols e 14 assistências em 36 jogos pela Seleção.

A vitória praticamente garantiu o Brasil nas semifinais. A Seleção agora aguarda o resultado de Itáia e Japão, torcendo por uma vitória da Azzurra. Já o México espera justamente pelo contrário para ainda sonhar. As duas seleções se enfrentam às 19h desta quarta, em Recife.

Primeiro tempo

A torcida deu o tom de como deveria ser o jogo em campo, cantando o hino nacional a plenos pulmões. Mesmo com a edição, os torcedores, juntamente com os jogadores, seguiram cantando a primeira parte do hino até o fim, à capela. De arrepiar! Inspirado, o Brasil começou a partida fazendo o México sentir o peso de jogar contra os donos da casa.

A primeira boa oportunidade surgiu antes do primeiro minuto, com Fred, que, entretanto, errou o último passe. Aos três, aos seis e aos sete, de novo. Com quatro minutos, Oscar chegou a marcar, mas em posição de impedimento e o gol foi corretamente anulado. A pressão alucinante da Seleção deu resultado aos oito minutos da etapa inicial. Para delírio da torcida no Castelão, Neymar pegou de primeira depois de Rodriguez cortar mal um cruzamento de Daniel Alves e abriu o placar: 1 a 0.

O Brasil continuou com maior posse de bola e absolutamente tudo parecia estar funcionando. Quando Dani Alves tentou cruzamento e a bola foi na direção do ângulo de Corona, que teve de fazer uma defesa difícil, a sensação era de que o segundo gol era questão de tempo. Aos 22 minutos, Fred saiu da área e deu um bolão para Neymar, que dominou no peito e encheu o pé, mas a bola passou por cima do travessão.

A partir daí, o México cresceu na partida e passou a ocupar mais espaço no campo verde e amarelo. Giovani dos Santos, na velocidade, era quem mais dava trabalho para a defesa brasileira. Aos 34 minutos, um susto: David Luiz subiu para cabecear e acertou a nuca de Thiago Silva. Sangrando, o zagueiro precisou deixar o campo para ser atendido.

O amplo domínio brasileiro já não era mais visto, mas o México, apesar dos 52% de posse de bola a partir dos 30 minutos, não conseguia criar jogadas agudas de ataque. Júlio César levou dois sustos, em um chute de Chicharito e outro de Mier, mas em nenhuma das duas a bola foi na direção da meta defendida pelo goleiro. As muitas faltas nos minutos finais ocasionaram a última situação de perigo do primeiro tempo: depois de Neymar derrubar Flores, Giovani dos Santos cobrou falta e mandou a bola muito perto, na rede, por cima.

Segundo tempo

Como no primeiro tempo, o Brasil tomou a iniciativa do jogo. Logo com um minuto, Neymar levantou uma bola na área, Luiz Gustavo desviou e Thiago Silva completou para o gol. De novo, o assistente assinalou o impedimento.

Aos nove minutos, Hulk teve uma oportunidade de ouro para aumentar o placar. Ele tabelou com Neymar e saiu na cara do gol, em condição legal, mas acabou chutando na rede pelo lado de fora. Imediatamente após a chance desperdiçada, gritos de 'Lucas' ecoaram no Castelão, como também já havia acontecido em Brasília e nos dois amistosos antes do início da Copa das Confederações.

Apenas um minuto depois, Neymar, um dos melhores jogadores em campo pela equipe brasileira, teve outra oportunidade. Em jogada individual, ele avançou pela ponta esquerda e bateu cruzado; a bola passou raspando à trave de Corona. Aos 14 minutos, David Luiz salvou o que poderia ter sido o gol de empate do México, quando Guardado rolou para Chicharito, que chegava bem só para empurrar para as redes. Apagado, Oscar deixou o campo para a entrada de Hernanes pouco depois.

Mais parelho do que no primeiro tempo, o jogo ficou também mais aberto. Giovani dos Santos teve oportunidade, mas foi derrubado e o juiz deu a vantagem. Guardado perdeu na sequência. Pouco depois, Paulinho fez grande jogada e apareceu na frente pela primeira vez na partida, abrindo para Neymar, na esquerda. O camisa 10 dominou, esperou e bateu com categoria no cantinho, obrigando o goleiro Corona a mais uma grande intervenção. Na jogada, um susto: Paulinho torceu o tornozelo e precisou de atendimento fora de campo.

Voando em campo e jogando mais solto do que nas partidas anteriores, Neymar continuava dando muita dor de cabeça para os mexicanos. Aos 23, tabelou com Marcelo e cruzou, mas Corona saiu de soco para afastar de Fred, que já fechava no meio. Com 32 minutos, o estádio se dividiu entre vaias e aplausos quando Hulk deixou o campo para a entrada de Lucas.

Faltando 10 minutos para o fim da partida, o México passou a assustar mais, já que o inoperante ataque brasileiro já não conseguia segurar a bola na frente. Como na última partida, Fred deu lugar a Jô. Guardado chegou com perigo aos 37, mas a zaga conseguiu desviar para escanteio.

Conforme a partida se dirigia para os minutos finais, o clima, tanto nas arquibancadas, quanto em campo, se tornava mais frio. A Seleção parecia apenas esperar pelo fim. Eis que mais uma vez brilhou a estrela do craque. Olhinhos atentos em Barcelona se encheram de lágrimas enquanto os rostos na Arena Castelão, de sorrisos, quando Neymar fez uma incrível jogada, passando por dois marcadores e tocando para Jô, livre, marcar e passar a régua: 2 a 0.

Fim de jogo, cantos emocionados nas arquibancadas e os jogadores, unidos, agradecendo o apoio dos torcedores.
   
   

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