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  • 19 de setembro de 2012
  • • 22:00
  • • Serra Dourada, Goiânia, Goiás
  • Árbitro: C. Amarilla
  • • Público total: 37871
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Brasil 2 x 1 Argentina: Pênalti nos acréscimos alivia a vida da Seleção no Superclássico

Brasil 2 x 1 Argentina: Pênalti nos acréscimos alivia a vida da Seleção no Superclássico

Rafael Ribeiro/CBF

Equipe saiu atrás e buscou a virada no último lance do jogo

Foi difícil, como todo o clássico, ou melhor, Superclássico, deve ser. Depois de sair atrás e buscar o empate ainda no primeiro tempo, o Brasil virou em pênalti cobrado por Neymar no último lance da partida para garantir a vitória por 2 a 1 em Goiânia, e a vantagem para o jogo de volta, em outubro. Martinez e Paulinho marcaram os demais gols.

Agora, os comandados de Mano Menezes tentarão ao menos segurar a vantagem para a partida de volta, em Resistencia, no dia 2 de outubro, para manter o título do Superclássico das Américas em solo brasileiro.

Problemas na largada

As propostas das duas equipes ficaram bem claras após os primeiros toques na bola no Serra Dourada: enquanto o Brasil tentava se impor logo de cara, a Argentina marcava forte a partir de seu campo, tentando tirar todos os espaços possíveis e, quem sabe, se mandar nos contragolpes. O resultado deste panorama foi o enorme tempo de posse de bola da Seleção, que não sabia transformá-la em uma situação de gol mais concreta. Neymar e Lucas tentaram algumas arrancadas, sem muito sucesso.

Os visitantes pareciam muito à vontade com a situação e, aos poucos, começaram a se soltar mais com os ataques em velocidade. E assim abriram o placar, no primeiro lance mais incisivo da partida. Contra-ataque puxado por Peruzzi aos 20 minutos, que inverteu com Martinez. O atacante do Corinthians abriu com Clemente Rodriguez e apareceu na área para receber o cruzamento, dominar e bater no canto de Jefferson.

Ação e reação

A reação do Brasil foi imediata: no minuto seguinte, Luis Fabiano recebeu passe rasteiro no meio da área e finalizou mal, pelo alto. A figura de Neymar também passou a ser mais frequentes na movimentação brasileira: aos 23, ele tabelou com Jadson pelo alto e tentou levantar de primeira, mas acabou mandando nas mãos de Ustari. Quando teve tempo para caprichar no passe, a Seleção igualou o placar: Lucas sofreu falta pelo lado direito, o camisa 11 cobrou em curva e Paulinho, impedido, se abaixou para desviar de cabeça e fazer 1 a 1.

Nos quinze minutos que antecederam o intervalo, os lances de ataque foram rareando devido às disputas intensas no meio-de-campo, e o novo clima do duelo ficou evidente em lance no qual Barcos e Paulinho se estranharam após um empurra-empurra na área argentina. Ainda assim, houve tempo para uma arrancada de Lucas aos 36 minutos, que esticou para Luis Fabiano na área; o atacante girou e tinha espaço para chutar, mas acabou travado pela defesa dos 'hermanos'.

Pé no freio

Situações de gol seguiram como artigo raro no início do segundo tempo, que ficou marcado por muitos erros de passe dos dois lados. Apenas aos 11 minutos, em chute de média distância de Lucas, é que o Brasil voltou a chegar mais perto, mas ainda assim, foi pouco. Algum tempo depois, um cruzamento despretensioso de Fábio Santos pela esquerda quase complicou o goleiro Ustari, que saiu mal do gol, mas ninguém de amarelo apareceu para conferir.

Por outro lado, a Argentina manteve sua estratégia dos primeiros 45 minutos: ficar em seu campo à espera da melhor oportunidade para chegar, e bem, no contragolpe. Aos 19 minutos, Barcos triangulou com Martínez, este rolou de calcanhar para Clemente Rodríguez, que chegava de trás, dominar e chutar sobre a defesa, que se recuperou a tempo.

Só acaba quando termina

As mudanças promovidas por Mano Menezes ao longo do segundo tempo não vinham tendo o efeito desejado; muito pelo contrário, a torcida cansou e passou a protestar em certos momentos, tendo em vista a falta de qualidade dos movimentos de ataque do Brasil. Damião, aos 26 minutos, finalizou de fora da área, a bola bateu em Paulinho e o camisa 8 empurrou para as redes, mas o volante foi flagrado em impedimento. O corintiano também fez boa jogada individual aos 38 minutos, quando chegou ao fundo e cruzou no segundo pau para Neymar, que tentou devolver no meio mas parou na defesa.

A partir de então, o time de Mano foi todo ao ataque em busca do gol, insistindo até o último minuto, literalmente: nos acréscimos, Thiago Neves levantou na área e Damião foi puxado por Desábato. O árbitro Carlos Amarilla nem pestanejou e marcou o pênalti, cobrado com categoria por Neymar e que decretou a festa em Goiânia.
  

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