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Campeonato Brasileiro

  • 25 de novembro de 2012
  • • 17:00
  • • Engenhão, Rio de Janeiro
  • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
  • • Público total: 4629
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Botafogo 2 x 3 Figueirense: Em tarde chuvosa no Engenhão, quem sofre apagão é a defesa alvinegra

Botafogo 2 x 3 Figueirense: Em tarde chuvosa no Engenhão, quem sofre apagão é a defesa alvinegra

Site Oficial do Atlético Mineiro

Depois de sair perdendo e virar ainda no 1º tempo, com Antônio Carlos e Elkeson, Botafogo permite dois gols no fim e acaba derrotado em casa. Richarlyson, Bernard e Réver marcaram.

Em partida válida pela penúltima rodada do Brasileirão, o Botafogo recebeu o Atlético-MG no Engenhão e perdeu, de virada. Com o resultado, o time de General Severiano se mantém na sétima posição, uma abaixo do rival Vasco, e fica um pouco mais distante de superar sua melhor campanha. Do lado mineiro, muita comemoração pela vitória e permanência na terceira colocação, que leva a decisão de quem será o vice-líder - e consequentemente irá direto para a fase de grupos da Libertadores - para o clássico contra o arqui-rival Cruzeiro, na última rodada.

Primeiro tempo, mesmo morno, de três gols

A única pretensão do Botafogo ao entrar em campo neste domingo era melhorar sua colocação na tabela. O time carioca buscava sua melhor posição desde 1995, ano no qual se sagrou campeão da competição, superando a campanha de 2012 - liderada pelo então técnico Joel Santana -, que culminou com o sexto lugar.

Para o Atlético, a partida era um pouco mais séria. Garantido por antecipação no G4, o Galo buscava retomar a vice-liderança tomada pelo Grêmio há algumas rodadas, pois o segundo colocado vai direto para a fase de grupos da Libertadores, enquanto o terceiro ainda encara a fase preliminar da competição, muitas vezes tendo que enfrentar grandes distâncias.

Com o apito inicial - para o jogo e para uma chuva fina no Engenhão -, o embate se manteve nas espectativas. Buscando mais o resultado, o time mineiro pecava na hora do último passe, principalmente com tentativas de Guilherme e Bernard para Jô. Sorte deles que tinham Bernard, pois ainda aos 14 minutos, o meia-atacante abriu o placar com um golaço de falta, que entrou no ângulo direito de um Jefferson sem reação, fazendo os torcedores esquecerem por hora a ausência de Ronaldinho Gaúcho.

Mas se a partida não tinha tanta importâcia assim para o Botafogo, em especial para um jogador ela tinha grande valor simbólico: Antônio Carlos adentrava o gramado pela 150ª vez envergando a estrela solitária no peito. Sem marcar desde o início da competição e tendo enfrentado várias críticas durante o campeonato, o defensor saiu do "jejum" logo quando? Aos 27 minutos, Seedorf cobrou escanteio da direita e o zagueiro testou com firmeza, aproveitando falha de marcação do Atlético, empatando a partida.

Menos de dois minutos depois, foi a vez de Elkeson marcar o da virada, diante de uma atônita defesa atleticana. Mais um levantamento de Seedorf, agora da esquerda, e outra boa participação de Antônio Carlos, responsável por escorar a bola pra trás para Elkeson mandar rasteiro para as redes.

Aos 36 minutos, veio a resposta do Atlético Mineiro. Guilherme, numa das poucas vezes que apareceu bem na armação, enfiou excelente bola para Escudero, que driblou Jefferson e empataria o jogo não fosse a arbitragem, assinalando impedimento no lance.

Botafogo para nos minutos finais e vê Galo virar no Engenhão

Atrás no placar e certamente com a informação de que o Grêmio vencia o Figueirense, não havia opção ao time mineiro a não ser partir para o ataque. E a chance do empate veio antes do primeiro minuto do segundo tempo. Bernard, mesmo com a possibilidade de concluir a gol, passou Jô, mas o centroavante não conseguiu dominar e com Jefferson batido no lance, desperdiçou a primeira das oportunidades do Atlético.

Com 7 minutos, foi a vez da defesa atleticana levar um susto. Depois de aplicar uma meia-lua em seu marcador, Elkeson emendou um chute forte, espalmado por Victor. O centroavante aparecia pouco na partida.

A partida seguiu em ritmo mediano, com mais tentativas por parte dos visitantes. Aos 21, no entanto, cartão vermelho para Júnior Cesar, que não tinha outra opção no lance. Pierre deu bobeira no ataque e Seedorf interceptou o passe, partindo numa arrancada de dar inveja a muitos jovens jogadores. O holandês ficaria frente a frente com o goleiro Victor, mas o lateral do Atlético fez a falta, que acarretou em seu segundo amarelo e expulsão. Imediatamente, saiu Escudero e entrou Richarlyson, a fim de recompôr o sistema defensivo dos mineiros.

Na sequência do jogo, Seedorf quase marcou em duas oportunidades. A primeira, de falta, passou muito perto do travessão de Victor, que não tinha chances de chegar à bola, aos 27. Um minuto depois, lance esquisito do goleiro do time mineiro, que tentou adivinhar o cruzamento do holandês e quase foi surpreendido.

Já com 31, o Botafogo insistia no seu terceiro gol para liquidar a partida. Victor tirou de soco a finalização após confusão na área do Atlético e aos 33 minutos só olhou uma bicicleta de Elkeson sair muito próxima à sua trave direita.

Então, como se estivessem revezando as boas oportunidades de marcar, a vez do Atlético de assustar chegou aos 36. Só que dessa vez o time mineiro foi além, aproveitando falha pelo setor de Fellype Gabriel. Jô passou pela marcação e cruzou, a bola sofreu um desvio de Juninho - que havia entrado pouco antes de Richarlyson - e encontrou o substituto de Escudero no jogo, que estufou as redes na segunda trave.

Mas o gol ao invés de acabar com a apatia da defesa alvinegra - coisa que nem as vaias ao longo da temporada conseguiram - pareceu incrementar as falhas. Bernard perdeu a primeira chance de virar aos 37, recebendo lançamento de Serginho na cara de Jefferson e finalizando em cima do goleiro, seguido por Juninho na sequência do lance, que bateu por cima. Aos 40, o meia adiantou para Jô e viu o centroavante finalizar também por cima, na segunda oportunidade clara para marcar o terceiro.

Para completar o apagão defensivo do time carioca, Lucas conseguiu ser expulso aos 42 minutos, por falta infantil em Leandro Donizete. Um minuto depois, gol de Réver e a segunda virada nesta tarde no Engenhão, gerando muitos protestos dos poucos torcedores presentes no estádio, a maioria endereçado ao técnico Oswaldo de Oliveira. Pensando pelo lado do Brasileirão, o gol proporcionou um último suspiro ao campeonato: a disputa pela vice-liderança na rodada derradeira.

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