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Bundesliga

  • 30 de março de 2013
  • • 14:30
  • • Allianz Arena, München
  • Árbitro: G. Winkmann
  • • Público total: 71000
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Implacável, Bayern de Munique destrói Hamburgo por 9x2

Implacável, Bayern de Munique destrói Hamburgo por 9x2

Alexander Hassenstein

Sem dó nem piedade, os bávaros massacraram o Hamburgo e seguem a passos firmes rumo à conquista de mais uma Bundesliga

Por Riccardo Facchini

Na partida deste sábado, pela 27ª rodada do Campeonato Alemão, na Allianz Arena, o Bayern de Munique mostrou porque é líder com folga da competição.

Os bávaros passaram por cima do Hamburgo por 9x2, sem dar qualquer chance de reação ao adversário. O destaque da partida foi o centroavante peruano Claudio Pizarro, autor de quatro gols, que alcançou a marca de 164 gols na Bundesliga.

Agora, o Bayern terá pela frente a Juventus, pelas quartas de final da Liga dos Campeões, na terça-feira, ás 15h45min.

5x0 vira...

Os primeiros cinco minutos de jogo já deram a tônica da partida. Shaqiri, no primeiro lance de perigo da partida, bateu de fora da área, rasteiro, e marcou um bonito gol, abrindo o placar.

A partir daí, não teve mais nem graça. O Hamburgo não conseguia fazer nem cócegas ao Bayern, que aproveitava e, além de não deixar o adversário jogar, fazia sua parte com perfeição no ataque.

Um minuto depois do gol, Pizarro já dava sinais da grande atuação que viria a ter: recebeu cruzamento e cabeceou bem, mas o goleiro Adler fez grande defesa.

Por 15 minutos depois desse lance, nada mais aconteceu, com as equipes se limitando a trocar passes, até que Son finalizou pela primeira vez para o Hamburgo, mas sem perigo.

Robben quase ampliou aos 17 minutos, mas a zaga afastou a bola quando ela chegava aos seus pés, depois de boa trama do meio-campo do Bayern.

O time do técnico Jupp Heynckes não perdeu tempo e bateu o escanteio curto; pegando a zaga desprevenida, Schweinsteiger subiu completamente livre e fez 2x0.

 Daí para a frente, foi como bater em bêbado: o Bayern avançava e a resistência que encontrava era quase nula. Os jogadores mais perigosos foram Robben, Shaqiri e Pizarro.

Depois de Robben perder chance em outra bela defesa de Adler, Pizarro aproveitou a cobrança de escanteio dentro da pequena área e fez seu primeiro, que também foi o terceiro do Bayern. Tudo isso com apenas 30 minutos de jogo.

Pouco depois, Robben tabelou com Pizarro na entrada da área e entrou na Autobahn que era a defesa do Hamburgo: o holandês entrou com facilidade e teve toda a liberdade para chutar e transformar o placar em goleada.

Robben teve mais uma chance, mas mandou com perigo para fora, e Pizarro, no último minuto do primeiro tempo, fez o quinto gol da equipe aproveitando rebote de chute de Shaqiri que foi na trave.


Robben comemora gol do Bayern com Shaqiri

...9 acaba

No segundo tempo, o Hamburgo tentou voltar com uma marcação mais forte, mas a carnificina imposta pelo Bayern não tinha fim.

Com menos de 10 minutos, o placar já havia sido alterado mais duas vezes: Pizarro, de letra, aproveitou cruzamento de Robben e fez seu terceiro na partida e o sexto da equipe; um minuto depois, os papéis se inverteram e o holandês, após passe do centroavante, encobriu Adler para colocar 7x0 no placar.

Aogo teve a chance de marcar o gol de honra para o Hamburgo, mas, saindo na cara de Neuer, bateu muito fraco.

E o Bayern, como se pôde ver, não perdoa: no mesmo minuto, Pizarro recebeu de Thomas Müller, que entrou no segundo tempo, e marcou seu quarto gol, o oitavo do Bayern.

O jogador mais lúcido do Hamburgo era o holandês Van der Vaart, que, mesmo sem companhia, tentou alguns arremates, levando perigo e obrigando Neuer a trabalhar.

Depois de um escanteio originado de um chute do meia, o zagueiro Bruma subiu mais que o brasileiro Dante e marcou, 'diminuindo' o placar para 8x1.

Um minuto depois, mostrando a seriedade com que o Bayern levou o jogo, sem diminuir o ritmo em nenhum momento, Ribery recebeu a bola em cobrança de lateral e foi avançando, até entrar na área; como ninguém parece muito interessado em lhe roubar a bola, o francês chutou e fez o nono gol do Bayern.

Ainda deu tempo de Westermann, em outra cobrança de escanteio que teve origem em um chute de Van der Vaart, fazer mais um para o Hamburgo, mas isso não diminuiu a vergonhosa atuação da equipe.

Essa foi a derrota mais elástica da história do Hamburgo no Campeonato Alemão. Depois dos gols, naturalmente, nem jogadores nem membros da comissão técnica comemoravam.

Foi de fato uma atuação patética, horrorosa, terrível, ridícula, risível e muitos outros adjetivos que poderiam ser usados para definir;  era assustadora a facilidade e o espaço que o Bayern tinha para jogar e, como vem fazendo durante toda a temporada, a equipe não desperdiçou as chances que teve.

Foi uma noite inesquecível para todos que assistiram ao jogo: para quem torcia para o Bayern, de forma positiva, já que o time teve uma grande atuação e fez o que deve ser feito; para quem torcia para o Hamburgo, inesquecível de forma negativa - desnecessário explicar os motivos.

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