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Brasileirão Série A

  • 26 de julho de 2012
  • • 21:00
  • • Estádio Raimundo Sampaio, Belo Horizonte, Minas Gerais
  • Árbitro: Antonio Denival de Morais
  • • Público total: 20418
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Atlético-MG 2 x 0 Santos: Galo confirma boa fase e mantém a liderança após vitória tranquila

Atlético-MG 2 x 0 Santos: Galo confirma boa fase e mantém a liderança após vitória tranquila

Prevaleceu a lógica no Independência: jogando em casa, contra um adversário desfalcado, o Atlético-MG não teve trabalho para vencer o Santos com a autoridade de um líder.

De um lado um time embalado, dono do ataque mais positivo e da melhor campanha da competição e que jogava em casa. Do outro, um time acostumado a fazer gols, mas que sem as suas estrelas e repleto de desfalques da zaga ao ataque, chegou ao quarto jogo consecutivo sem marcar um tento sequer. Futebol é dos esportes mais supreendentes, mas dessa vez a lógica esteve presente no Independência, e o Atlético-MG bateu o Santos por 2x0, em jogo válido pela 12ª rodada do Brasileirão. Com esse resultado, o Galo manteve a liderança, ameaçada após a vitória do Vasco, e ainda empurrou o Santos para a zona de rebaixamento.

Primeiro tempo morno, mas Danilinho abre o placar perto do fim

A grande virtude apresentada pelo Atlético-MG na brilhante campanha que vem fazendo no Brasileirão é a paciência. O time treinado por Cuca não se intimida com retrancas e conta com um meio campo de extrema qualidade para tocar a bola e esperar o erro do adversário. Na primeira etapa do jogo de hoje, não foi diferente. Nos minutos iniciais, o Atlético-MG fez o que dele se esperava: marcou pressão na saída de bola, saiu para o ataque explorando a velocidade de Bernard e a categoria de Ronaldinho Gaúcho, e soube usar bem o pivô feito por Jõ. Entretanto, não conseguiu levar perigo efetivo a meta do goleiro Aranha.

Aos 14 minutos, Ronaldinho Gaúcho lembrou sua jogada histórica contra a Inglaterra na Copa de 2002, ao avançar contra a marcação pelo meio e dar belo passe para Jô ganhar do zagueiro na corrida e estufar as redes santistas. O assistente, porém, levantou a bandeira e o árbitro anulou o que seria o primeiro gol atleticano. O Santos não jogava mal, mas esbarrava na dificuldade de seus volantes para dar início à construção das jogadas. Já o Galo carecia de uma aproximação maior entre Bernard e Ronaldinho Gaúcho, que pareciam muito distantes no campo de ataque e não chegavam para auxiliar Danilinho e Jô no ataque.

Lance de perigo mesmo só nos minutos finais: primeiro, aos 37 o Santos mandou bola na trave após Felipe Anderson cobrar escanteio e Bruno Rodrigo desviar. Aos 41, o quarteto ofensivo do Galo funcionou: após bela troca de passes na entrada da área, Danilinho rolou e Marcos Rocha chutou rasteiro. A bola tocou no pé direito da trave do goleiro Aranha. Dois minutos depois, não houve jeito para o Santos.  O lateral direito Marcos Rocha apareceu na esquerda, recebeu de Junior César e cruzou para Danilinho bater de primeira, no cantinho, e abrir o placar no Independência. Foi o gol de número 40.000 da história do Campeonato Brasileiro.

Marcos Rocha aparece de novo e Réver confirma a liderança

Os times voltaram sem modificação para a segunda etapa, o que contribuiu para que o panorama da partida se mantivesse: o Atlético comandando as ações, e o Santos com dificuldade para articular contra-ataques e incomodar o goleiro Victor. O Galo contou com dois jogadores extremamente voluntariosos: o lateral direito Marcos Rocha, que apareceu em todos os lugares do campo e Danilinho, que tanto era visto driblando no ataque como auxiliando Serginho e Pierre na marcação no meio campo.

O Atlético assustou seguidamente aos 6 e aos 7 minutos: primeiro, Ronaldinho fez um escarcéu pela esquerda, foi a linha de fundo e cruzou. A zaga santista afastou para o meio, Danilinho pegou a sobra e chutou rasteiro, muito perto do gol de Aranha. No minuto seguinte, Marcos Rocha apareceu como um camisa 10 pelo meio, deu belíssimo passe para Bernard, que ajeitou o corpo, escolheu o canto e mandou para fora.

Aos 20 minutos, Léo tentou sair jogando pela esquerda, mas foi desarmado por Marcos Rocha. O lateral foi ao fundo e cruzou na cabeça de Leonardo Silva, que cabeceou para o chão, obrigando Aranha a operar um milagre. Mas a defesa do Santos não afastou o rebote, e Réver chutou forte para ampliar o marcador, fazendo explodir de vez o Independência. O Santos só incomodou o goleiro Victor no segundo tempo 7 minutos depois, quando Felipe Anderson cobrou escanteio, Henrique desviou e o goleiro Victor defendeu bonito, de mão trocada.

Envolvido pelo toque de bola do Atlético-MG, o Santos não teve forças para buscar uma reação. Muricy até tentou, colocando o jovem Victor Andrade, mas a experiência do time mineiro falou mais alto até o apito final. Jô ainda teria duas boas chances aos 33, mas primeiro esbarrou no goleiro Aranha e depois foi mais uma vez flagrado em impedimento.  No fim, a certeza de que o Galo é cada vez mais candidato ao título, e que o Santos precisa se acertar sem suas estrelas.


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