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  • 21 de novembro de 2012
  • • 22:00
  • • Estádio Alberto Jacinto Armando (La Bombonera), Ciudad de Buenos Aires
  • Árbitro: E. Osses
  • • Público total: 32000
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PEN
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Brasil venceu por 4 - 3 nos pênaltis

Argentina 2(3) x 1(4) Brasil: Seleção supera hermanos nos pênaltis

Argentina 2(3) x 1(4) Brasil: Seleção supera hermanos nos pênaltis

Brasil campeón Superclásico de las Américas 2012

Fim de jogo emocionante contrasta com jogo de poucas alternativas durante os 90 minutos

O Brasil é bicampeão do Superclássico das Américas! A Argentina venceu a partida no tempo normal por 2 a 1, mas os comandados de Mano Menezes foram superiores nas cobranças de pênaltis e levaram o torneio sul-americano pelo segundo ano consecutivo. Scocco marcou duas vezes para os donos da casa, enquanto Fred anotou o gol brasileiro.

Lampejos nos primeiros quarenta e cinco

As duas equipes entraram na Bombonera com formações e escalações semelhantes ao encontro de Goiânia. A necessidade do resultado positivo, no entanto, levou os argentinos ao ataque nos primeiros movimentos. Se, por um lado, essa postura se traduziu em uma ameaça maior para o time de Mano Menezes, por outro abriu espaços generosos para os contragolpes da Seleção. Como a arrancada de Neymar logo aos 13 minutos, que partiu desde o campo de defesa e tentou servir Fred, mas acabou interceptado pela defesa.

A Argentina, enquanto isso, continuava tocando bola no campo de ataque com certa tranquilidade, até chegar à primeira finalização mais perigosa, em chute de Martínez aos 25 minutos. A resposta, quando vinha, era ainda mais ameaçadora: Neymar recebeu na área aos 33 após passe em profundidade de Arouca, mas exagerou no preciosismo e mandou o toque por cobertura pela linha de fundo. Depois disso, no entanto, o ritmo diminuiu e nenhum dos rivais conseguiu chegar com força até o intervalo.

Dez minutos que valeram por noventa

O vestiário adiantou pouco para as duas equipes melhorarem o futebol fraco que vinha sendo apresentado até então. Com exceção de um lançamento de Guiñazu para Martínez, interceptado por Cavalieri, logo nos primeiros minutos da segunda etapa, os 45 minutos finais transcorreram de forma lenta e pouco empolgante para o torcedor que compareceu em peso na arena portenha.

No entanto, as trocas que os dois treinadores promoveram a partir dos 20 minutos renovaram o fôlego do duelo, e os gols enfim começaram a surgir. A oito minutos do fim do tempo regulamentar, Enrique Osses viu pênalti de Jean em Martínez, que pareceu ter caído fora da grande área. Ignacio Scocco, que nada tinha a ver com isso, se apresentou na marca da cal e bateu firma, sem chances para Diego Cavalieri.

O Brasil acordou, e reagiu logo na sequência. Após um bate e rebate na entrada da área, Fred desviou uma tentativa ruim de Neymar, enganou Orión e deixou tudo igual. O Brasil ia garantindo o título sem a necessidade da disputa de pênaltis.

Mas o jogo era imprevisível, e Scocco, que havia saído do banco de reservas, teve a chance de se consagrar como herói. Montillo puxou contragolpe em cima dos espaços deixados pelo meio-de-campo brasileiro e serviu o atacante, que finalizou no contrapé de Cavalieri e mandou o jogo para as cobranças alternadas no minuto final de partida.

A motivação extra que tomou conta dos hermanos, porém, não se traduziu em qualidade na hora da decisão. Martínez e Montillo desperdiçaram os dois primeiros chutes e viram a Seleção abrir 2 a 0, e Orión deixou a equipe local viva ao defender a cobrança de Carlinhos. No entanto, Neymar, se redimindo do chute infeliz diante da Colômbia, deslocou o arqueiro e garantiu mais uma taça na história da Canarinho.

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