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Brasileirão Série A

  • 11 de agosto de 2012
  • • 18:30
  • • Pacaembu, São Paulo, São Paulo
  • Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez
  • • Público total: 9432
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Santos 2 x 2 Atlético-GO: time de Muricy sai atrás, mas chega ao empate com gols de argentinos

Santos 2 x 2 Atlético-GO: time de Muricy sai atrás, mas chega ao empate com gols de argentinos

Divulgação Santos FC

Um tempo para cada time e o empate foi justo: no primeiro tempo o Dragão dominou e fez 2x0 num Santos apático. No segundo, o Santos foi muito superior e por pouco não virou o jogo.

Embalado pela boa vitória no meio de semana contra o Cruzeiro, o Santos foi para o jogo contra o Atlético-GO, pela 16ª rodada do Brasileirão, imaginando que o time da zona central do Brasil fosse o adversário perfeito para que o time de Muricy continuasse subindo na tabela. Por conta disso, até preferiu mandar o jogo no Pacaembu, em detrimento da Vila Belmiro. O Atlético-GO, mostrando que a boa exibição no empate diante do Corinthians no meio de semana não foi mero acaso, soube demonstrar que já conhece os atalhos do Pacaembu e dominou o primeiro tempo. Na segunda etapa, Muricy teve estrela e colocou os dois jogadores que empataram o jogo. Com o resultado, o time de Goiás segue na zona de rebaixamento e o Santos mantém seu lugar entre a zona da classificação da Sul-Americana e o grupo dos quatro últimos.

O Santos, pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, jogou com o mesmo time da rodada anterior. Mas ainda não contou com o talento de Neymar, que na manhã de hoje não conseguiu evitar a derrota da Seleção Olímpica para o México na decisão do torneio. Já o Atlético-GO também tinha desfalques, mas muito mais modestos: Ricardo Bueno, autor do gol do time contra o Corinthians, foi substituído por Patric, e Joilson, suspenso, deu lugar a Rayllan.

Visitante? Atlético-GO mostra mais intimidade com o Pacaembu e domina primeiro tempo

Enganou-se quem pensou que o Atlético-GO, por estar na zona de rebaixamento, fosse priorizar a defesa nos minutos iniciais do duelo contra o Santos. Aproveitando-se da entrada apática do time da Vila, o Dragão cobrou teve 5 escanteios nos 5 primeiros minutos. Num deles, aos 4 minutos, Wesley cobrou na cabeça de Reniê, que estava livre e cabeceou com estilo, obrigando Aranha a fazer linda defesa com a ponta dos dedos.

A entrada distraída do Santos no campo de jogo teve sua prova cabal aos 5 minutos: Léo saiu jogando mal pela esquerda e a bola ficou com Marino. Aproveitando-se de uma desatenção da marcação santista, que ficou em linha, o volante do time goiano enfiou bola açucarada para Patric dentro da área, que bateu rasteiro e não perdoou: 1x0 Atlético.

Tentando acordar o time após o gol sofrido, a torcida do Santos passou a cantar alto no Pacaembu e empurrar o time pra frente. Pouco adiantou. As melhores jogadas de ataque do Santos sairam de chutes de longe de Leandrinho, e nas raras vezes que Victor Andrade apareceu para o jogo. Felipe Anderson esteve apagado, e Léo praticamente não contribuiu para fortalecer o lado esquerdo do ataque. Aos 13, Leandrinho recebeu na intermediária e soltou a bomba, obrigando Márcio a defender de mão trocada. Depois, o Santos só incomodou aos 29, em novo chute de Leandrinhho, que tirou tinta da trave do goleiro Márcio.

E o Atlético-GO, que teve um gol de Gustavo anulado aos 24 minutos, chegou ao segundo gol aos 37: Diogo Campos tabelou com Marino, Léo e Arouca ficaram olhando, e o lateral improvisado rolou para Wesley. Dentro da área, o camisa 10 bateu forte, no cantinho, para fazer o segundo gol do Dragão.

Argentinos entram no segundo tempo e o Santos consegue o empate

Antes do jogo, ao ser perguntado sobre o bom rendimento de Patito Rodríguez nos treinos do Santos, Muricy Ramalho foi diplomático ao responder que só não o escalou por  uma questão de coerência, ou seja, para manter o time que venceu o Cruzeiro. Mas mediante o exposto por sua equipe na primeira etapa, não teve jeito: o técnico santistas sacou Leandrinho e colocou o argentino Patito Rodríguez.

O meia parecia já estar totalmente integrado a sua equipe, ditando desde os primeiros minutos um ritmo mais dinâmico para o time do Santos, que passou a jogar de maneira mais agressiva. A blitz santista deu certo aos 12 minutos, quando Felipe Anderson fez o que se espera de um camisa 10: recebeu no meio, driblou, arrancou e bateu forte de fora da área. Márcio deu rebote e ninguém viu Patito Rodriguez entrar na área como um raio e marcar seu primeiro gol pelo Santos.

Com o gol, o Santos passou a pressionar o Atlético-GO mais na base da vontade do que na técnica. Aos 20 minutos, Felipe Anderson cobrou escanteio, a zaga afastou mal e Patito Rodríguez completou de voleio pra fora. A impaciência da torcida com Bill, manifesta desde o primeiro tempo, chegou no auge aos 25 minutos, quando o camisa 9 recebeu lindo passe de Adriano dentro da área e se atrapalhou todo ao tentar dominar a bola. Um minuto depois, Victor Andrade recebeu no bico da grande área, ajeitou e soltou um balaço, obrigando Márcio a fazer uma defesa espetacular.

Perto dos 30 minutos Muricy atendeu aos pedidos das arquibancadas e colocou Miralles no lugar de Bill. 7 minutos depois, a mudança surtiu efeito: Felipe Anderson recebeu passe de Patito Rodríguez e enfiou a bola para Miralles dentro da área. E Gustavo, talvez motivado pelo espírito olímpico, deu um golpe de judô no atacante santista. Se no tatame seria ippon, na área é penalti, que o próprio Miralles cobrou com categoria para empatar o jogo. Perto do fim, aos 41, Patito Rodríguez quase se consagrou de vez na estreia, ao receber na intermediária e bater colocado buscando o ângulo. Mas Márcio se esticou todo mais uma vez, e com a ponta dos dedos evitou a derrota do Atlético-GO.

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